segunda-feira, 6 de julho de 2009

LABORATÓRIOS DE SOLOS DA CEPLAC RECEBE CERTIFICADO DE EXCELÊNCIA


O Laboratório de Solos do Centro de Pesquisas do Cacau da CEPLAC (CEPEC) recebeu Certificado de Excelência do Programa de Analises de Qualidade de Laboratórios de Fertilidade (PAQLF) 2009, coordenado pela Embrapa Solos, no Estado do Rio de Janeiro. A informação foi divulgada na quarta-feira, 1º, pelos chefes de Seção e de Laboratório do CEPEC, Robério Gama Pacheco e Isabel Fontes Lima Brandão, respectivamente, que consideram o resultado reconhecimento da qualidade do trabalho prestado aos produtores de cacau.
No documento em que transmite o resultado à CEPLAC, o coordenador do Programa de Analises de Qualidade de Laboratórios de Fertilidade (PAQLF) 2009, da Embrapa Solos, Marcelo Saldanha, afirma que “a obtenção desse Certificado é o coroamento de um ano inteiro de trabalho árduo, competente e responsável por parte deste laboratório”. E ainda afirma que é um orgulho ter a instituição na rede PAQLF, como participante nº 60.
Mais adiante acrescenta que, apesar de muitas coisas na vida poderem ser tiradas, “o orgulho e sentimento de vitória e dever cumprido, decorrentes do esforço e da dedicação de cada membro de sua equipe, destes ninguém pode se apropriar, pois estão no coração”.
O Laboratório de Solos da CEPLAC foi criado, juntamente com o Centro de Pesquisas do Cacau (CEPEC), em 1963, para fins de recomendação de adubos com base em resultados analíticos do solo e auxiliar na pesquisa e assistência técnica à cultura do cacau e a outros cultivos de interesse econômico regional. Além da análise de solos para assistência técnica aos produtores de cacau, apóia trabalhos de pesquisa e de levantamento de solos pelos pesquisadores do CEPEC e de outros centros, análise de controle de água para fins de pesquisa e irrigação e controle de qualidade de insumos agrícolas.
Contando com 23 profissionais, atualmente, o Laboratório de Solos tem uma coleção de amostras da Região Cacaueira da Bahia, que também lhe confere excelência entre centros afins no Norte e Nordeste do País. Neste ano, já realizou mais de 11 mil amostras de solos para agricultores que têm acesso aos resultados pela página da CEPLAC, na Internet, bastando que acesse com número de CPF/CNPJ e o número da respectiva solicitação junto ao Escritório Local da CEPLAC mais próximo da propriedade agrícola, aonde também pode requerer serviços.

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA CEPLAC
sexta-feira, 3/7/2009

sábado, 4 de julho de 2009

DIA DO COOPERATIVISMO: SETOR IMPULSIONA DESENVOLVIMENTO DO AGRONEGÓCIO

Brasília (3.7.2009) - Neste sábado (4) é comemorado o Dia Internacional do Cooperativismo, setor que congrega 35% da cadeia produtiva rural, 5% das exportações do agronegócio e impulsiona o País a ampliar negócios nos mercados interno e externo. “A cooperativa é uma forma de organização social porque permite a inserção do pequeno, do médio e do grande produtor às modernas práticas de mercado e também contribui para gerar e distribuir renda”, disse o diretor do Departamento de Cooperativismo e Associativismo Rural (Denacoop) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Daniel Amin Ferraz.

Como forma de divulgar e valorizar esta prática, o Denacoop vem realizando atividades como a participação do Mapa no Prêmio Técnico Empreendedor, que estimula projetos e ações cooperativistas e de inclusão social. Também são destaques eventos como o Encontro de Comércio Exterior (Encomex) e o Seminário do Agronegócio para Exportação (AgroEx), que estimulam o cooperativismo a buscar o mercado internacional.

Mercado - Os números do cooperativismo no Brasil impressionam. De acordo com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), são mais de sete mil cooperativas e 7,8 milhões de associados. Em 2008, o faturamento do setor alcançou cerca de R$ 83 bilhões, o que corresponde crescimento de 15% em relação a 2007. Os estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais concentraram a maior fatia desse crescimento.
(Lis Weingärtner)

ÁREAS TRADICIONAIS DE CULTIVO DE CACAU PODERÃO SER PROTEGIDAS


DATA: 02/07/2009

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 4995/09, do deputado Geraldo Simões (PT-BA), que determina a conservação das áreas de cultivo tradicional de cacau no sistema Cabruca. Esse sistema consiste na plantação de espécies de cacau no meio de vegetação nativa remanescente de Mata Atlântica. Trata-se de um sistema agrossilvicultural, no qual a plantação de cacau fica protegida pelas árvores.
Para caracterizar o sistema cabruca, cada hectare deverá ter pelo menos 40 árvores nativas. "Cabrucar significa retirar arbustos e algumas árvores da mata para plantar o cacau", simplifica Geraldo Simões.
Ele explica que esse sistema foi implantado no sul da Bahia na tentativa de imitar o habitat natural do cacau - a floresta amazônica. A espécie, lembra ainda, foi levada para a Mata Atlântica em 1746, tornando-se um importante cultivo na década de 1780 e produto de exportação na década de 1820. "Daí em diante, o cacau expandiu-se nas grandes propriedades e desencadeou o desbravamento da Mata Atlântica na região sul da Bahia."
Manejo sustentável
Entre os objetivos da proposta, estão a perpetuação do sistema cabruca como estratégia de conservação da Mata Atlântica e o manejo sustentável da agrobiodiversidade, visando à sustentabilidade econômica e à melhoria da renda do produtor rural.
O projeto prevê ainda que o Poder Público deverá identificar e incentivar economicamente a manutenção das áreas cultivadas no agroecossistema cabruca. Para serem beneficiadas, as propriedades rurais deverão possuir reserva legal e áreas de preservação permanente, além de um plano de manejo.
O projeto proíbe o corte de espécies nativas raras, endêmicas ou com baixa capacidade de regeneração nas áreas cultivadas em sistema cabruca.
Crise
Geraldo Simões lembra que a crise vivida pela cultura do cacau na década de 1980 levou à derrubada de florestas e cabrucas para exploração de madeira e à implantação de novos cultivos agrícolas e de pastagens no sul da Bahia.
Apesar disso, ele afirma que as cabrucas podem prestar serviços ambientais, como a conservação da biodiversidade, de estoques de carbono, da estrutura e fertilidade do solo, da qualidade e da quantidade de recursos hídricos.
"A região carece de medidas concretas do poder público. Não proteger a cabruca significa abrir espaço para a exploração madeireira predatória e a implantação de sistemas que não protegem a vegetação nativa", conclui Geraldo Simões.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Saudações,
Carlito Leal dos Santos
Banco do Nordeste Agente de Desenvolvimento____
SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL BA.
Agencia Domicílio: Camacan-Ba.
( (0xx73) 3283-1360- Fax (0xx73) 3283-1091
Celular:(073)8816-3052
E-mail: carlitols@banconordeste.gov.br

quinta-feira, 2 de julho de 2009

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA INFORMA QUE REGISTRO DO TRICOVAB É PRIORIDADE


“O registro do Tricovab é prioritário. Porém, é necessário cumprir todos os testes de toxicidade a mamíferos e estudos de impacto ambiental que estão em andamento nos laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura”. A informação foi prestada pelo Coordenador Geral de Agrotóxicos e Afins-CGAA do MAPA-Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Luiz Eduardo Pacific Rangel, em conversa mantida com o superintendente da Ceplac Antônio Zózimo de Matos Costa, acompanhado do pesquisador Givaldo Rocha Niella do setor de Fitopatologia/Biocontrole. “Estes testes têm como finalidade avaliar a eficiência agronômica de agrotóxicos, bem como efeitos na saúde humana e no meio ambiente”, acrescentou.
O Tricovab, é um produto desenvolvido desde 1999 por técnicos do Centro de Pesquisas do Cacau, na Ceplac e que se mostra eficaz no controle do desenvolvimento dos cogumelos que crescem no material infectado pela vassoura-de-bruxa quebrando o ciclo de disseminação dos esporos.
O encontro aconteceu durante a realização do Workshop “Vantagens do registro de produtos biológicos de controle de pragas”, realizado em Jaguariúna-SP de 18 a 19 de junho. O evento promovido pela Embrapa/Meio Ambiente, com sede naquele município, teve como objetivo discutir as vantagens do registro, a importância da qualidade dos produtos e biológicos e incentivar as empresas de produtos agrotóxicos e biológicos de controle de pragas a se regularizarem junto aos órgãos competentes, visando fazer cumprir a legislação vigente.
Além de Luiz Eduardo Pacific Rangel, do MAPA, o evento teve ainda como palestrantes os representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa/GGTOX), Carlos Alexandre Oliveira Gomes e do IBAMA, Danilo Lourenço de Souza. Todos enfatizaram as exigências legais dos Ministérios a qual estão vinculados, para o registro de agrotóxicos e afins.
Durante as palestras, ficou bem claro que são atribuições da União o registro, produção, importação e exportação de agrotóxicos. Aos Estados compete a fiscalização no comércio, armazenamento e uso dos agrotóxicos e aos Municípios competem fiscalizar o uso e armazenamento destes produtos. Também ao MAPA compete, além da emissão do registro definitivo, promover a segurança da qualidade dos bioprodutos. Na parte do registro o MAPA avalia a eficiência agronômica, a ANVISA avalia e classifica os bioprodutos quanto a toxicologia e o IBAMA avalia os impactos ambientais destes.
Foi informado também que qualquer agrotóxico pode sofrer proibição de registro se não tiver definido o método de desativação e um antídoto ou tratamento. Também, foi repassado que para produtos biológicos, caso do Tricovab, desenvolvido pela Ceplac, não é necessário definição de métodos analíticos para resíduos, constantes do item 3.18 do manual de procedimentos para registro de agrotóxicos e afins do MAPA. Ficou bem claro que a Instrução Normativa Conjunta (INC) para o registro do Tricovab e qualquer outro agrotóxico biológico a base de microorganismo é a de nº 3, de 10 de março de 2006.
O superintendente da Ceplac, Antonio Zózimo, explicou que a direção está acompanhando com atenção o desdobramento das etapas que compõem a liberação do registro definitivo do Tricovab e tão logo as últimas análises sejam efetuadas pelos laboratórios do MAPA e aconteça o registro, o produto será disponibilizado aos produtores.
O que é o Tricovab
O fungo Trichoderma stromaticum é a base do biofungicida Tricovab, utilizado no controle de Crinipellis perniciosa, causador da vassoura-de-bruxa do cacaueiro. Desde 1999, o Tricovab tem sido produzido e aplicado em plantações de cacaueiro no sul da Bahia. O levantamento populacional do T. stromaticum nesta região é uma necessidade e para isso a caracterização molecular da espécie ou a utilização de um fungo marcado geneticamente é essencial. Neste trabalho, objetivou-se utilizar marcadores RAPD para caracterizar o isolado de T. stromaticum utilizado na fabricação do Tricovab em relação a outros isolados de Trichoderma spp. e também para analisar a similaridade genética entre o isolado do Tricovab e um isolado mutante (TVC 5.15) resistente ao benomil obtido por Sardagna & Melo (2001). DNA genômico de cada isolado foi extraído a partir de massa micelial desenvolvida em placas de Petri contendo meio BD. O DNA de cada isolado foi amplificado via PCR utilizando-se nove primers decâmeros, os quais geraram 195 marcadores RAPD. A similaridade genética entre o isolado do Tricovab e o TVC 5.15 foi de 0,96. Os padrões de marcadores RAPD obtidos permitiram uma diferenciação visual clara dos isolados de T. stromaticum, os quais ficaram em um grupo bem definido do dendrograma.

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA CEPLAC
quarta-feira, 1/7/2009

quarta-feira, 1 de julho de 2009

CRA Aprova Renegociação de Dívidas de Produtores Rurais.


Produtores rurais das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste que tomaram financiamentos com recursos dos Fundos Constitucionais poderão ter suas dívidas renegociadas. Foi o que decidiu nesta terça-feira (30) a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) ao aprovar parecer do senador Gerson Camata (PMDB-ES) a projeto (PLS 174/07) de autoria do senador Cícero Lucena (PSDB-PB).
Pela proposta, a renovação obedecerá prazos, encargos financeiros e demais condições aplicáveis aos financiamentos, admitindo-se, entretanto, a adequação do prazo, de forma a compatibilizar a recuperação do respectivo empreendimento.
As dívidas, de acordo com o projeto, poderão ser renovadas por montante correspondente ao menor dos seguintes valores: 70% do valor de avaliação das garantias ou 40% do saldo devedor.
O projeto também obriga os fundos constitucionais de financiamento do Norte (FNO), do Nordeste (FNE), e do Centro-Oeste (FCO), enquanto não for implantado o seguro agrícola, a proceder a remissão das parcelas de operações de crédito rural, em períodos de adversidade climática reconhecida por ato do Executivo, nas seguintes condições: 70% do valor da parcela nas operações de até R$ 50 mil contratados por mini, pequenos e médios produtores; e de 50% do valor da parcela nas operações de mais de R$ 50 mil.
O projeto segue agora para análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde será votado em decisão terminativa.
Agricultura familiar
Na mesma reunião, a CRA aprovou parecer do senador Augusto Botelho (PT-RR) favorável a projeto (PLS 589/07) do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) que concede isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) a veículos de carga usados por agricultores familiares, bem como por suas cooperativas e associações.
Para Augusto Botelho, o projeto, caso vire lei, irá beneficiar cerca de 80% dos produtores rurais brasileiros.
De acordo com a proposta - que segue agora para exame da CAE, onde será votado em decisão terminativa - a isenção do IPI somente será utilizada uma vez pelo produtor, salvo se o veículo tiver sido adquirido há mais de três anos ou ainda em casos de destruição completa ou seu desaparecimento, por furto ou roubo.
Estatuto do Produtor
A CRA aprovou também três requerimentos da senadora Kátia Abreu (DEM-TO) solicitando realização de audiências públicas para debater o Estatuto do Produtor Rural, divididas em três temas: questão fundiária, defesa agropecuária e meio ambiente.
Foi aprovado ainda mais um requerimento, desta vez de autoria da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), para discutir o cadastro de segurados especiais a ser realizado pelo Ministério da Previdência Social.
Cláudio Bernardo / Agência Senado
Aprovada proposta que altera indicadores de produtividade de fazendas
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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