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domingo, 4 de março de 2012

Sistema Cacau Cabruca está na lista de casos de sucesso em sustentabilidade



Modelo de produção conservacionista de cacau é a única do Nordeste em relação que passará por aprovação da Casa Civil

A Bahia é representada pelo sistema agroflorestal Cacau Cabruca em relação de cases de práticas sustentáveis de agricultura em território brasileiro selecionados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para orientar a mídia internacional na cobertura dos principais projetos de sustentabilidade do Brasil para a Rio + 20 – Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável. O sistema Cabruca está entre os oito cases selecionados, entre várias iniciativas de todo o Brasil, sendo o único que representa o nordeste do País.


As áreas de Cacau Cabruca juntamente com as áreas originais de Mata Atlântica no sul da Bahia, possibilitaram a conservação do maior bloco do bioma no nordeste do Brasil, sendo este um fator determinante para a indicação. O sistema é considerado conservacionista por manter as árvores nativas da Mata Atlântica sombreando o cultivo do cacau, contribuindo para a conservação da água e do solo e principalmente da biodiversidade – pela manutenção das espécies da flora e por meio de corredores ecológicos para a fauna nativa e também pelo seqüestro de carbono.

Em função destas características, a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) na Bahia desenvolveu um marco referencial para a manutenção da sustentabilidade do sistema chamado de “Conservação Produtiva” que consiste em harmonizar a produção de cacau com a conservação da Mata Atlântica.Para Juvenal Maynart, Superintende da Ceplac na Bahia “a indicação mostra que o setor está se fortalecendo e aprimorando a sua imagem ligada a sustentabilidade. A instituição, com sua nova diretoria, tem focado ainda mais em pesquisa e políticas públicas com o objetivo de agregar valor ao produto e mostrar que a produção cacaueira é economicamente sólida, viável e sustentável”.

De acordo com o presidente do Instituto Cabruca e da Câmara Setorial do Cacau, Durval Libânio, a indicação mostra que “a produção sustentável do cacau é referência para o que hoje chamamos de economia verde, um dos pilares de discussão da Rio + 20, merecendo destaque por aliar economia e meio ambiente, com foco na Mata Atlântica, um dos biomas mais importantes do planeta – e também um dos mais devastados – e por promover ações voltadas às comunidades locais do sul da Bahia, que se conscientizam e se beneficiam da agroecologia”.

Apesar de ser nativo da Amazônia, foi na Bahia, com a sombra das árvores da Mata Atlântica, que o cacau prosperou e se desenvolveu. De acordo com informações da Câmara Setorial do Cacau, a Bahia tem 32 mil produtores, responsáveis por 70% da produção de cacau do Brasil – sendo referência também no exterior, o que representa cerca de 160 mil toneladas da amêndoa por ano.

Fonte: Assessoria Painel Florestal

http://painelflorestal.com.br/noticias/cacau/14259/sistema-cacau-cabruca-esta-na-lista-de-casos-de-sucesso-em-sustentabilidade

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

NOVIDADE NA ENXERTIA

APRESENTO O SITE www.burrows.com.br , empresa importadora da ferramenta ALICATE DE ENXERTIA DE TOPO, em testes no cacau, valor aproximado de Reais 1.900,00 hum mil e novecentos reais ,até menos dependendo da demanda.
A CEPLAC através do Dr.MILTON CONCEIÇÃO já entrou em contato com essa empresa no sentido de viabilizar a remessa de uma ferramenta para testes de enxertia em campo.
Essa ferramenta é amplamente utilizada em clonagens de uva, kiwi, pera, manga ,etc... o diametro de alcance é de 3mm até 17mm de espessura em enxertia.
UMA VERDADEIRA QUEBRA DE PARADIGMAS EM TORNO DE ENXERTAR EM CAMPO E ATÉ EM VIVEIRO, DESDE QUE AS MUDAS SEJAM COM SUBSTRATO, POIS TEM QUE VIRAR O CAVALO PARA O ENXERTO, SOMENTE ASSIM O ALICATE FAZ O CORTE, COM PRECISÃO CIRÚRGICA.
UM HOMEM CLONANDO EM CAMPO CHEGA A FAZER 800 ENXERTIAS/DIA, PODENDO DISPENSAR ATÉ O SACO PLÁSTICO QUE É COLOCADO PARA NÃO SE PERDER A UMIDADE, DEVIDO AO EQUIPAMENTO RETIRAR O AR QUANDO DO CORTE, PORTANTO DEPOIS DE ENXERTADO POR ESSA FERRAMENTA, É COLOCADO UMA FITA BIODEGRADÁVEL, QUE DURA MAIS OU MENOS TRINTA DIAS E DEPOIS SE DISSOLVE COMPLETAMENTE, RESULTANDO NO NÃO RETORNO DO CLONADOR, PARA RETIRAR FITAS, SAQUINHOS, ETC... DIMINUINDO CONSIDERAVELMENTE A MÃO DE OBRA, TEMPO E RESULTADOS, POIS A PRECISÃO DO CORTE É PERFEITA.
QUANDO DO LANÇAMENTO DAS PRIMEIRAS FOLHAS UTILIZAR IMEDIATAMENTE O INSETICIDA STRON.
SOCIABILIZEI ESSAS INFORMAÇÕES, MAS TENHO CERTEZA QUE ALGUNS A DETÉM E NÃO REPASSAM, FICANDO IGUAL A CARNEIRO VELHO,SOMENTE COMENDO AS PONTAS DE CAPIM E DEIXANDO O RESTO PARA OS BURREGOS. RESUMINDO SOMENTE QUERENDO PARA SI E NÃO DEMOCRATIZANDO AS INFORMAÇÕES A LISTA, O QUE NÃO É ACEITÁVEL NOS DIAS DE HOJE.
PESQUISEM MAIS, VÃO VER TRES TIPOS DE ALICATE DE ENXERTIA O QUE ESTÁ EM EDIÇÃO É O DE ENXERTIA DE TOPO.OS OUTROS DOIS NÃO SÃO RECOMENDÁVEIS A NOSSA LAVOURA DO CACAU.
Paulo Cortizo É Produtor Rural

A REFORMA AGRÁRIA

Dimpino Carvalho*

O país tem uma legislação clara e bem definida com referência à propriedade privada, ponto alto dos sistemas econômicos capitalistas como o do Brasil. Negar ou desconhecer a necessidade urgente de uma reforma agrária no País, não deve passar pelo pensamento de ninguém. Mas, entre a necessidade de se fazer a reforma agrária ideal, fundamentada em princípios científicos, de forma correta, objetiva e transparente e a realidade concreta do dia a dia em que vivemos, há um espaço bastante grande que passa obrigatoriamente pela vontade política, pela clareza da identificação ideológica dessa reforma e, principalmente, para alcançar o fim a que ela se destina.

O caminho que vem sendo percorrido pelas partes, sem terra e governo, não vai chegar a um ponto comum que possa satisfazer as reais necessidades dos envolvidos (sem terra, propriedade privada e governo). A instabilidade e insegurança vivida hoje no campo, vêm tomando forma e dimensão que vislumbram um quadro bastante desgastante para uma sociedade tradicionalmente formada e identificada com a convivência harmoniosa e pacífica entra as pessoas.

Mudar o rumo desse movimento reformista que o povo brasileiro assiste estarrecido é dever supremo do chefe do governo, a não ser que o seu comando tenha interesse oculto na condução do problema como ele se apresenta. Na Câmara tem um grupo de deputados identificados com os problemas que envolvem e agonizam a agricultura. A eles cabe analisar o perigo que rodeia a sociedade como um todo e a responsabilidade de sensibilizar os envolvidos, sem terra e governo, para encontrar os mecanismos da ordem.

Os deputados que retiraram suas assinaturas para a instalação da CPI, campo próprio para a discussão civilizada e democrática de problemas dessa magnitude, deram uma demonstração de insensatez não própria de políticos comprometidos com as causas públicas. São, dessa forma, inconvenientes na função.

O que presenciamos, nesse momento, é a confirmação de que os produtores rurais do Sul da Bahia têm necessidade de representações legítimas retiradas do âmago da categoria. Os deputados de aluguel, se alugam. Já, os legítimos representantes das causa com as quais se comprometeram e foram eleitos, dificilmente fogem a responsabilidade, principalmente, nos momentos decisivos.

Entre os líderes dos produtores de cacau há muitos homens de valor que precisam compreender que a atividade política, quando exercida com dignidade, enobrece o cidadão. Se o mundo político está cheio de políticos ausentes aos princípios fundamentais da ética e da moral, é justamente por falta de valores nos partidos políticos, que clamam e lutam para preencher seus quadros com cidadãos sérios e comprometidos com os problemas econômicos e sociais e não os encontram. A ausência de valores nos partidos políticos deixa espaço à disposição daqueles que recuam quando os seus representados carecem de suas representações.

O instante político brasileiro precisa ser analisado, refletido e o comando mais alto encarar com seriedade o rumo que ele está tomando. O populismo, a irresponsabilidade, o imobilismo, o não vi, não sei, não é a atitude mais coerente para o momento.
Enfrentar com determinação o anarquismo e dar sentido científico à supostamente pretendida reforma agrária e ocupar o espaço próprio na condução do problema, diante do conflito que pode se avizinhar, é dever supremo e inalienável do chefe do Estado.

*é agricultor- Membro da Lista do Cacau e sócio da APC

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

CEPLAC ACELERA DEFINIÇÃO QUANTO ÀS UNIDADES DEMONSTRATIVAS DE CACAU


O Centro de Extensão da Ceplac (Cenex) reuniu extensionistas e chefes dos Núcleos Regionais de Valença, Ipiaú, Ilhéus, Itabuna, Camacan, Eunápolis e Teixeira de Freitas no Centro de Treinamento da Superintendência da Ceplac, na Bahia, na rodovia Ilhéus – Itabuna, quinta-feira passada, 8. No encontro foram discutidos a situação atual e todos os procedimentos técnicos a serem adotados nas 37 áreas rurais onde serão instaladas unidades demonstrativas de cacau resultantes do acordo Sistema Faeb/Senar, além do sistema de gestão dessas áreas.

Segundo o diretor técnico do Cenex, Milton José da Conceição, com as unidades demonstrativas de cacau, a Ceplac quer mostrar aos produtores rurais baianos que a aplicação do pacote tecnológico preconizada pela instituição gera altas produtividades, levando ao bom desempenho da lavoura em qualquer dos agrossistemas.

O extensionista Milton José da Conceição afirma: “Precisamos elevar a produtividade da lavoura e temos tecnologia para isso, já que aprendemos a conviver com o fungo da vassoura-de-bruxa. É preciso, então, ganhar produtividade e ter lucros e com as unidades demonstrativas de cacau o produtor verá o que é possível com a aplicação da clonagem e do manejo integrado do cacau”, explicou.
Pelo convênio entre a Ceplac e a Federação de Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Sistema Faeb/Senar) serão instaladas unidades demonstrativas de cacau em dois hectares em propriedades rurais distribuídas nos municípios abrangidos pelos Núcleos Regionais do Centro de Extensão da Ceplac. Em um hectare, será aplicado o Manejo Integrado do Cacaueiro, o pacote tecnológico da Ceplac, e no outro hectare, chamado testemunha, o produtor aplicará sua própria tecnologia.
O chefe do Cenex, Sérgio Murilo Correia Menezes, espera consolidar as unidades demonstrativas de cacau em cinco anos, como previsto no convênio com o Sistema Faeb/Senar, e se diz animado com o desafio. O dirigente da Ceplac destacou a reunião em Salvador nesta semana da Câmara Setorial do Agronegócio de Cacau na Bahia em conjunto com a Câmara Setorial do Agronegócio Cacau e Sistemas Agroflorestais Renováveis, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em que se assinou termo de ajustamento das dívidas da lavoura cacaueira entre a Desenbahia, Banco do Brasil e Banco do Nordeste do Brasil.
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA CEPLAC
sexta-feira, 9/10/2009

sábado, 10 de outubro de 2009

REDE AGRICULTURA EXIBE DOCUMENTÁRIO SOBRE CACAU CAPIXABA NO 15º SALÃO DO CHOCOLATE EM PARIS



Divulgação

O Espírito Santo ocupa o terceiro lugar entre os maiores produtores de cacau do Brasil.
Os produtores de cacau do Espírito Santo terão sua história exibida no 15º Salão do Chocolate, que acontece de 14 a 18 de outubro, em Porte de Versailles, Paris. O documentário intitulado ‘Floresta de Chocolate’, que foi produzido pela Rede Agricultura (www.redeagricultura.com.br), rádio e TV na internet da Secretaria de Estado da Agricultura, Aquicultura, Abastecimento e Pesca (Seag), fala sobre a importância do cultivo do fruto para a preservação ambiental, a origem geográfica, a forma de processamento industrial e artesanal, e a realidade socieoeconômica de cerca de 20 mil pessoas que vivem da cacauicultura no Espírito Santo.
O Espírito Santo, que ocupa o terceiro lugar entre os maiores produtores de cacau do Brasil, foi convidado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para integrar a comitiva junto com os estados da Bahia e Pará que ocupam, respectivamente, o primeiro e o segundo lugares no ranking brasileiro.
Para a produção do vídeo, de aproximadamente 12 minutos e que também tem versões em inglês e francês, a Seag contou com a parceria da Associação de Cacauicultores de Linhares (Acal) e a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac). Nos quatro dias de evento os visitantes poderão ver a peça no estande ‘Brasil Cacau’.



Além do vídeo, será distribuído um folder institucional sobre a lavoura cacaueira do Espírito Santo. A peça gráfica também está disponível nas versões em inglês e francês e ainda apresenta um aroma artificial de chocolate. Todo material também será entregue e exibido nos Estados Unidos, Canadá, Bélgica, Alemanha, São Paulo e Rio Grande do Sul, que são os principais mercados compradores do líquor de cacau de origem da Floresta do Rio Doce, em Linhares.
Assista aqui (link) o trailer do vídeo ‘Floresta de Chocolate’.

O evento
O Salão do Chocolate é o maior evento mundial dedicado ao chocolate. Idealizado e desenvolvido por Sylvie Douce e François Jeantet, um casal de empreendedores apaixonados pelo produto, o salão ultrapassou as fronteiras e já é exportado para os Estados Unidos, de 30 de outubro a 1º de novembro; Japão, de 27 de janeiro a 14 de fevereiro de 2010; Rússia, em homenagem ao Ano da França na Rússia; China, de 21 a 24 de janeiro de 2010; e a partir do próximo ano para o Egito, em abril de 2010, e Espanha, novembro de 2010.
No parque de exposição, de 14 mil m², estarão acolhidos 400 participantes provenientes da França, Alemanha, Bélgica, Espanha, Itália, Luxemburgo, Japão, Suíça, dentre outros. O Brasil vai contar com um encontro internacional, dentro da programação do salão para os próximos anos, que será o ‘Forum brésilien sur le cacao réunissant planteurs et chocolatiers’, em 2011.
Renovação da lavoura
Ainda neste mês de outubro, a Seag lança a segunda etapa do programa de ‘Renovação da Lavoura Cacaueira’, que por meio de técnicos do Incaper vão destacar as técnicas de poda e enxertia aplicadas ao cacaueiro e a produção de mudas clonais produtivas e tolerantes às doenças e adaptadas às condições de clima e de solo.
Com a renovação do parque cacaueiro do Espírito Santo, a lavoura vai apresentar maior resistência à principal praga que afeta as plantas, a vassoura-de-bruxa.
Para o secretário de Estado da Agricultura, Ricardo Santos, o início da segunda fase do programa vai servir de fortalecimento à cultura cacaueira no Estado. “A intenção é estimular o desenvolvimento sustentável da cacauicultura no Estado, por intermédio da ampliação da assistência aos produtores”, avalia o secretário.

O cacau no Espírito Santo
O Espírito Santo possui cerca de 20 mil hectares plantados com cacau e a atividade envolve cerca de 1.200 produtores. Cerca de 95% dessa área está no município de Linhares, e o restante, principalmente nos municípios de São Mateus, Colatina e Nova Venécia. A estimativa é que em 2010 a produção seja de aproximadamente 13 mil toneladas.

Novo Pedeag
Promover o desenvolvimento da cadeia produtiva do setor cacaueiro é uma das metas do Novo Plano Estratégico de Desenvolvimento do Estado da Agricultura Capixaba (Novo Pedeag). As principais estratégias do Novo Pedeag são: consolidar o plano de recuperação da lavoura cacaueira, visando elevar a competitividade nas lavouras tradicionais e a implantação de lavouras em sistemas agroflorestais, dentre outros.
O documento está disponível na íntegra, inclusive na versão em inglês, para a consulta nos sites www.seag.es.gov.br e www.redeagricultura.com.br

Informações à Imprensa:
Gerência de Informação e Análise – Seag
Marcelo Martinsimprensa@seag.es.gov.brTel: (27) 3132-1425/ 9824-1739
Texto: Eduardo Brincocomunicacao@seag.es.gov.br

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

CEPLAC APRESENTA PALESTRA SOBRE O CONTROLE BIOLÓGICO DE PLANTAS


O atual estágio para registro e liberação do Tricovab (Trichoderma stromaticum) para controle do fungo Moniliphthora perniciosa, causador da doença vassoura-de-bruxa do cacaueiro, será conhecido pela comunidade cientifica na X Reunião Brasileira de Controle Biológico de Doenças de Plantas. O evento será realizado de 28 a 30 deste mês em Recife numa promoção da Universidade Federal Rural de Pernambuco – Pós-Graduação em Fitopatologia.

O pesquisador da Ceplac e do Laboratório de Biocontrole do Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec), doutorado em fitopatologia Givaldo Rocha Niella, será um dos palestrantes do evento que reunirá renomados especialistas. A Ceplac tem acervo de mais de 150 diferentes isolados de Trichoderma s.p da Região Cacaueira que podem ser utilizados no controle biológico das demais doenças do cacaueiro – podridão parda, mal do facão, etc. – tendo algumas pesquisas em andamento.
O representante da Ceplac vai participar da mesa redonda: “Caminhos e descaminhos do controle biológico de doenças de plantas no Brasil”, tendo como palestrante o professor-doutor Allan W. V. Pomella (Sementes Farroupilha, Patos de Minas, MG), sendo coordenador o professor-doutor Luiz A. Maffia (UFV, Viçosa, MG). Para Givaldo Niella, a participação da Ceplac no evento significa a oportunidade de saber o que há de mais novo no mundo da tecnologia de controle biológico de doenças e reconhecimento da comunidade cientifica da capacidade institucional do órgão, vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em ter desenvolvido um produto comercial acessível ao produtor, após registro nos organismos de fiscalização e controle sanitário.
Mais informações: http://www.infobibos.com/rcb/index.html
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA CEPLAC
terça-feira, 6/10/2009

SEMINÁRIO VAI APRESENTAR AO PRODUTOR IG DO CACAU


Dando continuidade ao projeto de Indicação Geográfica do Cacau será realizado, ainda este ano, um seminário para apresentação aos produtores rurais do Sul da Bahia. Esta foi a principal decisão da reunião da comissão criada pela Superintendência da Ceplac na Bahia e Superintendência Federal da Agricultura no estado (SFA), na quarta-feira, 30, no Centro de Treinamento da Ceplac, na rodovia Ilhéus-Itabuna. O objetivo num primeiro momento é sensibilizar os produtores da região sobre a importância do selo da IG para o cacau Bahia.

Para que o cacau seja reconhecido com o selo de Identificação Geográfica (IG) pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) é necessário que se crie uma associação representando os produtores, que serão proprietários intelectuais do produto e farão uso do selo de garantia da qualidade, notoriedade e história do cacau Bahia. No encontro também foi estabelecido o papel de cada instituição parceira e sua função, bem como as primeiras ações a serem realizadas para requerer o reconhecimento do cacau.
Pela proposta o seminário vai mostrar aos produtores as vantagens de se ter um produto de marca exclusiva que traz não só a confiança para o consumidor como agrega valor econômico e cultural ao produto. O outro passo é a criação de um termo de cooperação técnica onde a Ceplac, através do Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec) vai fazer um levantamento de dados secundários do processo, comprovando através de laudos emitidos pela Ceplac e de documentação técnica a qualidade do cacau Bahia e os municípios onde é produzido. “Esta é uma das principais exigências feitas pelo INPI na hora de reconhecer um produto com o selo da IG”, disse a pesquisadora do Cepec Neide Alice Pereira.
A reunião contou com a participação do presidente da Comissão e da Associação dos Produtores de Cacau (APC), Henrique Almeida; dos extensionistas Helomar Duarte Ramalho, Joseval Martins e Wilson Melo, do Centro de Extensão da Ceplac (Cenex); do professor da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Dário Arhnet; do diretor do Instituto Cabruca, Durval Libânio; e do coordenador da regional Sebrae Mata Atlântica, Renato Lisboa.
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA CEPLAC
quinta-feira, 1/10/2009

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

BANCO CENTRAL PRORROGA PARCELA DA DÍVIDA DO CACAU


O Banco Central prorrogou para 30 de dezembro o prazo de vencimento das dívidas pertencentes aos produtores de cacau do sul a Bahia. O aumento do prazo vale para o Programa de Recuperação da Lavoura Cacaueira.

A resolução 3.782 foi publicada na edição desta quinta-feira do Diário Oficial da União. Ela beneficia apenas os produtores que aderiram ao PAC Cacau e que participaram das etapas 1 e 4 do Programa de Recuperação da Lavoura.

O PAC do Cacau prevê investimentos de R$ 2,5 bilhões para recuperar a lavoura no sul da Bahia.
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA CEPLAC
segunda-feira, 21/9/2009

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

INDICAÇÃO GEOGRÁFICA DO CACAU


A Superintendência Federal da Agricultura na Bahia (SFA) e a Ceplac pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; a Secretaria de Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária da Bahia, pelo Governo do Estado; Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Sebrae, Associação dos Produtores de Cacau (APC) e a Cooperativa de Produtores Orgânicos do Sul da Bahia (Cabruca) deram mais um passo na criação da Indicação Geográfica do cacau. Em reunião na Superintendência da Ceplac na Bahia, na rodovia Ilhéus – Itabuna, na semana passada, definiu comissão que vai acelerar o processo e apresentar suas conclusões no próximo dia 30.

Com prazo de 15 dias, a comissão vai apresentar relatório com os projetos que vão subsidiar a criação do Índice Geográfico, a partir da história, cultura, qualidade de produção, valor intrínseco, identidade, dentre outras informações notórias do cacau. “Indicação Geográfica é modalidade de propriedade intelectual, certificação ou reconhecimento de um produto agropecuário com qualidade e vinculação a uma determinada região. Quer dizer: tem história e renome”, disse a chefa substituta do Serviço de Política e Desenvolvimento Agropecuário, da Superintendência Federal da Agricultura na Bahia (SFA/BA), Beatriz Junqueira.
São dois os tipos de Indicação Geográfica: por procedência, que reconhece um produto de acordo com sua qualidade e saber fazer, e origem, que além da qualidade, destaca o produto como originário de um espaço territorial e que suas qualidades são intrínsecas àquela localidade por causa das questões edafo-climáticas – clima, solo, vegetação, etc. – que influenciam na qualidade do produto. O processo se inicia com requerimento ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) solicitando reconhecimento e demonstrando as peculiaridades regionais do produto relativas à história, cultura, renome, etc.

“A partir do reconhecimento pelo INPI, os produtores da região, que são os proprietários intelectuais, passam a fazer uso de um selo de reconhecimento, uma marca exclusiva que dá notoriedade da história do produto”, disse Beatriz Junqueira. Segundo ela, “o cacau tem essas características, já que ao se falar nele no Brasil ou no exterior se remete imediatamente ao Sul da Bahia e isto acontece há mais de 250 anos, desde os primórdios desta singular lavoura. A importância é que na embalagem um selo vai atestar isto, inclusive na exportação a outros mercados”, sintetizou.
A participação da Ceplac no processo se dá por ser órgão que detém maior expertise nas questões relativas à lavoura, delimitação geográfica desta cultura na Bahia e regulamentação de uso e das formas de produção do cacau. Produtos ou subprodutos do cacau também serão abrangidos com a Indicação Geográfica. Durante o encontro se discutiu que, a partir do fruto se pode extrair polpa para suco, mel, geléias e licores, enquanto da amêndoa, massa (líquor), manteiga, torta e chocolate e achocolatados que poderão ganhar selo.
O processo requer governança, daí a representação dos produtores, através de associações e cooperativas; Ceplac e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, pelo fomento da cultura, regulação da questão geográfica e gestão sobre produtos agropecuários; Sebrae, na área de gestão; EBDA e Ceplac, na extensão rural; e outras instituições que devem se juntar ao processo de requerimento da indicação geográfica do cacau classificada como relevante pelo superintendente da Ceplac na Bahia, Antonio Zózimo de Matos Costa. “Com sua implantação, a cacauicultura sairá fortalecida. A Ceplac através do Cenex que tem conhecimento da realidade regional e papel fundamental no processo”, concluiu.
A comissão é coordenada por Henrique Almeida, da APC; Almir Martins e Neide Alice Pereira, Cepec; Wilson Melo e Joseval Martins, Cenex; Francisco Leite e Joaquim Marinho, SFA-BA; Dário Arhnet, Uesc, e Durval Libânio, Cabruca; e representantes da Seagri e Sebrae. A reunião também contou com a participação dos chefes do Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec), Adonias Castro Filho, e do Centro de Extensão da Ceplac (Cenex), Sérgio Murilo Menezes, e dos chefes de serviço João Henrique Almeida, Milton Conceição e Roberto Setúbal; do chefe do serviço de Planejamento da Superintendência da Ceplac na Bahia, Mário Tavares; do professor Dario Arhnet, pela Uesc; produtores Durval Libânio, da Cabruca, e Henrique Almeida, da APC; do fiscal federal agropecuário Eduardo Magalhães (SFA/BA).

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA CEPLAC
quarta-feira, 23/9/2009

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

CACAU SOBE E INDICA TEMPOS AMARGOS PARA "CHOCÓLATRAS"



As cotações do cacau chegaram a atingir ontem o maior patamar em 24 anos na bolsa de Londres, em razão de previsões de que o consumo global deverá superar a produção no ano-safra que começará no mês que vem. O cenário ampliou a preocupação de que o mercado pode estar entrando em seu pior período de escassez do produto em 40 anos.
A escalada dos preços, que tende a encarecer o chocolate, acontece em um momento sensível para a multinacional britânica Cadbury, que tenta provar sua viabilidade como uma companhia independente depois de ter rejeitado uma oferta hostil apresentada pela americana Kraft Foods.
A Kraft alegou que pode gerenciar com mais facilidade o efeito da alta dos preços do cacau por ser uma empresa de porte maior, com vendas anuais da ordem de US$ 43 bilhões, ante os US$ 5,4 bilhões da Cadbury. Para a Kraft, estima-se que o custo do cacau represente 1,5% das vendas totais; no caso da Cadbury, de acordo com o Morgan Stanley, o peso chega a 10%.
"Qualquer mudança de preços da commodity é menos marcante para a Kraft", informou ontem o grupo americano. Traders afirmam, porém, que a Kraft recorre menos a ferramentas de hedge em suas transações com a matéria-prima do que a Cadbury, o que torna a companhia americana mais vulnerável a altas de preços no curto prazo. Ambas as empresas preferem não detalhar suas respectivas políticas de hedge.
Andrew Bonfield, principal executivo financeiro da Cadbury, afirmou na semana passada, em uma conferência com investidores, que, se as cotações do cacau permanecerem nos níveis atuais, "não haverá escolha a não ser aumentar o preço do chocolate em alguns mercados ao redor do mundo".
O mercado "altista" para o cacau tem sua raiz na Costa do Marfim, que responde por 40% das entregas mundiais da commodity. Após uma pobre colheita na última temporada, traders temem que as envelhecidas árvores do país africano rendam ainda menos em 2009/10, apesar do clima favorável. Os traders também dizem que o fenômeno El Niño pode prejudicar a produção na Indonésia, terceiro maior país produtor de cacau, e no Equador, sétimo no ranking.
Ao mesmo tempo, a demanda deverá voltar a aumentar, entre 1,5% e 3%, em 2009/10, depois de uma baixa de 6% na safra 2008/09. Com isso, será criado um déficit no mercado pela quarta temporada consecutiva, o período mais longo desde o intervalo entre 1965 e 1969. "Os chocólatras ficarão desapontados com tendência", disse Luke Chandler, chefe da área de pesquisas no setor de agronegócios do Rabobank, em Londres.
Depois de testar o maior nível em 24 anos no início do pregão, os contratos futuros mais negociados do cacau fecharam a 2.109 libras esterlinas por tonelada ontem na bolsa londrina, com uma pequena queda de 19 libras
Atenciosamente,
Alexandre Kruschewsky

Fonte: Jornal Valor Econômico - 22/09/09

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

CEPLAC VAI AMPLIAR A ASSISTÊNCIA AO PRODUTOR COM APOIO DA FAEB E SENAR


Dois Termos de Cooperação Técnica, ainda este ano, serão assinados pela Superintendência da Ceplac na Bahia com a Federação da Agricultura e Pecuária no Estado (Faeb) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e permitirão que seja ampliada a assistência técnica e extensão rural ao produtor de cacau. O assunto foi tema da pauta de reunião entre os dirigentes destas instituições na quinta-feira, 10, em Salvador.

Um termo de cooperação técnica, com duração de cinco anos, prevê a instalação de 36 unidades demonstrativas de cacau em dois hectares em propriedades rurais distribuídas nos municípios abrangidos pelos Núcleos Regional do Centro de Extensão da Ceplac de Valença, Ipiaú, Ilhéus, Itabuna, Camacan, Teixeira de Freitas e Eunápolis. Em um hectare, será aplicado o Manejo Integrado do Cacaueiro, o pacote tecnológico preconizado pela Ceplac, enquanto no outro hectare, chamado testemunha, o produtor aplicará sua própria tecnologia.

O chefe do Cenex, Sérgio Murilo Correia Menezes, informa que 30 áreas serão utilizadas com a clonagem já estabelecida, enquanto em seis haverá renovação total de plantas. A Ceplac vai assumir a responsabilidade pelo fornecimento de insumos para as unidades demonstrativas, no primeiro ano, com mão de obra do produtor, enquanto a Faeb e o produtor associado se encarregarão dos custos de insumos e da mão de obra, respectivamente, nos quatro anos subseqüentes.

O outro termo de cooperação técnica prevê a realização de treinamentos com recursos do Senar, através da interação entre os 50 Escritórios Locais da Ceplac e sindicatos rurais para que sejam definidas culturas prioritárias em cada município, e as necessidades de capacitação para cada atividade priorizada. Ainda acordou-se a capacitação de agentes multiplicadores entre extensionistas da Ceplac e EBDA quanto ao tema da legislação ambiental, incluindo reservas legais, áreas de preservação permanente, licenças ambientais e outros temas.
O encontro da Faeb, presidido por João Martins, contou com a presença dos diretores José Mendes Filho e Guilherme Moura. Pela Ceplac estiveram presentes o superintendente na Bahia, Antonio Zózimo de Matos Costa; o chefe do Cenex, Sérgio Murilo Correia Menezes, e o diretor – técnico Milton Conceição, além dos presidentes de Sindicatos Rurais Isidoro Gesteira, de Ilhéus; Ricardo Mujae Meira, de Una, Itatelino Leite, de Itajuipe, também funcionários da Ceplac, e Antonio Carlos Cunha Santos, de Eunápolis, e chefe do Núcleo Regional da Ceplac no Extremo-sul baiano.

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA CEPLAC
terça-feira, 15/9/2009

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

MANEJO DE CACAUEIROS CLONADOS VIRA BOLETIM TÉCNICO DO CEPEC


As experiências de manejo de cacaueiros clonados cultivados pelos engenheiros agrônomos Edmundo Paolilo Mandarino, da Mars Cacau, e Augusto Roberto Sena Gomes, na Fazenda Luz Brasileira, em Uruçuca, foram demonstradas a extensionistas e pesquisadores da Ceplac durante palestras na quarta-feira, 9, no auditório do Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec). O trabalho de campo, que teve a participação do extensionista Ivan Costa e Souza, resultou na publicação do Boletim Técnico do Cepec nº 197, que está sendo distribuído entre os Escritórios Locais.
A capacitação dos extensionistas e pesquisadores da Ceplac com o manejo de cacaueiros clonados começou na terça-feira reunindo os Núcleos Regionais de Teixeira de Freitas e Eunápolis, nesta última cidade, prosseguiu na quarta-feira com o pessoal de Camacan, Itabuna e Ilhéus, no Cepec, e se encerra nesta sexta-feira com os profissionais da Ceplac de Valença e Ipiaú, em Gandú. “O nivelamento tecnológico também inclui a discussão do manejo integrado da vassoura de bruxa e as tecnologias preconizadas pela Ceplac para recuperação de cacaueiros na Bahia”, informa Sérgio Murilo Menezes, chefe do Centro de Extensão da Ceplac (Cenex).

Sérgio Murilo afirma que com a palestra dos especialistas e ex-colaboradores da instituição também se pretende divulgar o trabalho técnico que durante quatro anos recuperou área de cacau em sistema cabruca daquela propriedade com a clonagem de cacaueiros. Os resultados alcançaram produtividades entre 52 arrobas e 80 arrobas/hectare ao longo do período. “A experiência foi reunida e sistematizada no boletim técnico e as palestras são para nivelar o conhecimento tecnológico e a metodologia”, disse.
O trabalho de Edmundo Mandarino e Sena Gomes, com o apoio de Ivan Costa e Souza, se utilizou como procedimento alternativo para recuperação da produtividade de cacaueiros safreiros decadentes e infectados pelo fungo Moniliophthora perniciosa, substituídos por plantas novas, através da garfagem sobre chupões basais, com clones resistentes a vassoura de bruxa em bloco monoclonal sem repetição e instalado em uma área de cultivo tradicional de cacau, conhecida como cabruca no Sul da Bahia, com baixa densidade de plantio e alto nível de infecção. Os cacaueiros foram enxertados com clones PS – 13.19, CA – 1.4, CCN – 10, SJ – 02, FG -110, PH – 15, PH – 16, MO – 01 e FL – 78.
Na oportunidade, o chefe do Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec), Adonias Castro Filho, falou sobre pontos fundamentais da Nota Técnica da Ceplac e sobre “Desafios da Ceplac em Cenário de Crise”. Já o economista Geraldo Dantas Landim abordou o estudo sobre a viabilidade econômico-financeira do custeio e do investimento na produção de cacau na Bahia, um trabalho produzido a pedido da Direção da CEPLAC para subsidiar as negociações em curso para inclusão do produtor de cacau nas medidas previstas no Plano de Aceleração do Desenvolvimento do Agronegócio na Região Cacaueira do Estado da Bahia (PAC do Cacau) e seu enquadramento na Lei nº 11.775/2008.

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA CEPLAC
sexta-feira, 11/9/2009

sábado, 12 de setembro de 2009

BRASIL EXPORTA CACAU ORGÂNICO PARA ÁUSTRIA


Pelo segundo ano consecutivo o cacau da Cooperativa de Produtos Orgânicos da Amazônia (Copoam) está sendo exportado para o mercado europeu, com o objetivo de atender chocolatarias com sede na Áustria. Durante o mês de setembro serão exportadas 24 toneladas de amêndoas secas. A alta qualidade intrínseca das amêndoas do cacau amazônico, aliada ao certificado de produto orgânico e de mercado justo (fair trade), disponibilizados pelo Instituto de Mercado Orgânico (IMO), garante compradores assíduos para o produto. “Os agricultores que se dedicam a esse modo de produção, com responsabilidade social e ambiental, tem lucro maior com relação ao obtido com o produto convencional”, esclareceu Raymundo Mello, superintendente no Estado do Pará da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac).
O produto orgânico é uma exigência do mercado internacional, por ser cultivado sem o uso de agrotóxicos não agride o meio ambiente e por isso é mais saudável e de qualidade superior. A produção paraense de cacau orgânico é resultado de um trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Ceplac, produtores, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Governo do Pará, Fundação Viver Produzir Preservar (FVPP) e Serviço Alemão de Cooperação Técnica e Social (DED). A Ceplac oferece orientação técnica e a Comissão de Produtos Orgânicos do Mapa contribui para dinamizar a produção do cacau orgânico paraense.
A região da Transamazônica é referência na produção de cacau orgânico. A Coopoam faz parte do Projeto de Produção Orgânica da Transamazônica, do qual fazem parte outras cinco cooperativas de agricultores que produzem 500 toneladas de cacau. O cacau é o primeiro produto comercializado pelo projeto, mas já existe produção orgânica de cupuaçu, pimenta, açaí e café, também certificados e em processo de organização da cadeia produtiva.

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA CEPLAC
quinta-feira, 10/9/2009

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

PESQUISA GENÉTICA TENTA EVITAR CRISE DO CACAU

DEBORA MACKENZIE
da New Scientist

É possível embrulhar numa caixa de presente um pecado mais delicioso do que um chocolate? Bom, ele não precisa ser um prazer que cause culpa --e não é por causa do acúmulo de evidências de que comê-lo pode ser bom para alguns aspectos de saúde.
Uma outra razão para saborear bombons é que quase todo o cacau do mundo cresce em fazendas pequenas em países pobres. Quando você compra chocolate, ajuda os agricultores a alimentar suas famílias. É um bom começo.
Thierry Gouegnon/Reuters
A notícia ruim para os "chocólatras" é que a produção de sua iguaria predileta corre o risco de sofrer um colapso. O chocolate é feito de sementes fermentadas e torradas do cacaueiro, planta do gênero Theobroma ("comida dos deuses", em grego).
Nos últimos anos, sua demanda mundial aumentou, mas doenças continuam a destruir cerca de um terço da colheita mundial todos os anos. E a situação pode piorar à medida que pragas do cacaueiro se espalham pelo mundo.
Para piorar, o cacau é natural de florestas tropicais e precisa de umidade, mas plantações têm sido cada vez mais atingidas por secas, que provavelmente ficarão mais frequentes com o aquecimento global.
A boa notícia é que a solução existe, pelo menos segundo a Mars, dona da marca M&M's, empresa que mais vende chocolate no mundo. Cientistas da companhia estão conduzindo agora um estudo sem precedentes sobre a genética do cacaueiro, e os resultados ficarão disponíveis de graça. Não é só generosidade --é impossível vender chocolate se ninguém planta cacau--, mas pode acabar sendo bom para todos.


Os agricultores só têm duas maneiras de conseguir acompanhar a demanda mundial: aumentar a área da plantio de cacaueiros ou melhorar sua produtividade por hectare. Como a maior parte do cacau é plantado em países pobres --70% sai da África, sobretudo de Gana e Costa do Marfim--, os investimentos para melhorar a planta têm sido muito esporádicos. As linhagens cultivadas são vulneráveis, e poucos agricultores têm dinheiro para fertilizantes ou para pesticidas.
"A produtividade do cacau permanece estagnada há 30 anos", diz Howard Shapiro, agrônomo-chefe da Mars. O resultado é que agricultores têm expandido plantações derrubando e queimando mata. Com isso, a terra ganha nutrientes para sustentar as árvores por algum tempo, mas depois os fazendeiros são obrigados a mudar para outras áreas. "Isso alimenta o desmatamento", diz Jim Gockowski, pesquisador da unidade de Gana do Instituto Internacional para Agricultura Tropical.
Júlio Cascardo/Folha Imagem

Linhagens mais produtivas podem ser a solução. Variedades que reagem melhor a fertilizantes poderiam aumentar o custo/benefício do insumo. A mudança para uma produção mais intensiva, dizem os especialistas, seria boa para os produtores e para as florestas. Mas o desmatamento não é o único problema.
Monoculturas de cacau são vulneráveis a doenças, e o cacau brasileiro foi dizimado na década de 1990 após o fungo vassoura-de-bruxa ter sido deliberadamente levado a algumas fazendas, por causa de disputas locais. Outra doença causada por um fungo, a monília, destruiu plantações na Colômbia e na Costa Rica.
A vassoura-de-bruxa e a monília não chegaram à África nem ao Sudeste Asiático, mas talvez seja só questão de tempo.
"Essas doenças vão se espalhar alguma hora", diz Dennis Garrity, chefe do Centro Agroflorestal Mundial, em Nairóbi (Quênia). Sem árvores resistentes, a maior cultura de exportação da África pode ser devastada em menos de três anos. É por isso que há uma necessidade urgente de estudos em genética. Podem existir cacaueiros selvagens que já tenham desenvolvido resistência a algumas doenças, mas onde?
O registro mais antigo de consumo do cacau por humanos vem da América Central. Por muito tempo, achou-se que o cacaueiro tivesse surgido lá e que só existissem duas ou três variedades genéticas da planta. Esse mito, porém, foi demolido por Juan-Carlos Motamayor, do programa de pesquisa da Mars, sediado na divisão de Miami do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA).
Sua equipe analisou o DNA de mais de 1.200 amostras de cacau coletadas por outros pesquisadores. A primeira descoberta foi que um quarto das amostras estava com classificação errada. Segundo o biólogo David Kuhn, do USDA, o problema é que as sementes de cacau não mantiveram a identidade, pois as variedades têm de ser preservadas como clones implantados em árvores, mais difíceis de organizar do que sementes numa gaveta.
Após excluir as amostras mal-classificadas, os pesquisadores descobriram que as restantes poderiam ser divididas em dez subgrupos genéticos distintos, em vez de três. A maior diversidade era originária do norte da Amazônia, com cada variedade ocupando um local delimitado aproximadamente pelos afluentes do rio Amazonas. Isso é uma evidência forte de que o cacaueiro surgiu ali, não na América Central.
O estudo também deu uma pista sobre onde genes de resistência podem ser encontrados, já que uma dessas variedades vem da mesma área em que o fungo da monília se originou.
O trabalho dos cientistas, afinal, mostrou que os agricultores têm em mãos uma diversidade inesperada. Mas isso foi só o começo. Em junho de 2008, a Mars, aliada ao USDA e à IBM, anunciou uma parceria público-privada para o sequenciamento completo do genoma do cacaueiro. O acesso aos dados do projeto será gratuito.
Cientistas do mundo todo já começaram a procurar cacaueiros mais produtivos e resistentes a secas e doenças. Uma vez que eles sejam identificados, a equipe de Kuhn pretende procurar trechos de DNA responsáveis por essas características. Isso poderá acelerar o desenvolvimento: agricultores poderão testar novas variedades assim que forem criadas.

"Se conseguirmos maximizar o ganho do cacau, fazendeiros poderão eliminar dois terços de suas árvores de baixa produtividade e usar a terra para plantar fruta e madeira", diz Shapiro. Além de dar ao cacaueiro a sombra de que ele gosta, afirma Garrity, uma cultura extra daria a agricultores colheitas no ano todo. E caso tudo dê certo, a genética pode fazer mais do que salvar o cacau. "Agricultores podem usar marcadores de DNA para criar novos sabores de chocolate", diz Kuhn.

Tradução de Rafael Garcia
Folha online

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

IBICARAÍ TERÁ UMA FÁBRICA DE CHOCOLATE




Para promover o fortalecimento da agricultura familiar, diminuir a dependência da monocultura e dinamizar a economia regional, o governo da Bahia assina hoje, às 11h, na Câmara de Vereadores de Ibicaraí, um convênio para construção de uma fábrica de chocolate no município.

O empreendimento servirá de referência para implantação de mais quatro unidades industriais nos municípios de Coaraci, Buerarema, Itajuípe e Uruçuca e pretende impulsionar a economia do Sul baiano. O investimento em cada unidade será de R$ 2,3 milhões e o primeiro projeto deve estar pronto em seis meses.

Os recursos são provenientes do governo estadual, prefeituras, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e cooperativados e beneficiarão 300 famílias da zona cacaueira.

A iniciativa da Secretaria Estadual de Desenvolvimento e Integração Regional (Sedir), cujo braço operativo é a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), conta com o apoio da Secretaria da Agricultura (Seagri), da Comissão Executiva de Planejamento da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

INSUCESSO DO PAC DO CACAU VAI A DEBATE NO SENADO



A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) aprovou nesta manhã (01) requerimento do senador César Borges (PR-BA) propondo audiência pública para debater o “PAC do Cacau” e dos resultados do programa, que não resolveu, até agora, a permanente crise da lavoura na Bahia. Após a iniciativa do senador baiano, foi aprovada uma segunda audiência para debater a situação do cacau em outros estados, como o Espírito Santo e o Pará, a pedido dos senadores Gerson Camata (PMDB-ES) e Flexa Ribeiro (PSDB-PA).
César Borges justificou sua iniciativa afirmando que a cultura do cacau na Bahia está em permanente crise, com insucesso de todos os programas criados para alavancar o setor. Segundo o senador, verificou-se ao longo dos anos o empobrecimento completo da região cacaueira de seu estado, que abrange mais de 90 municípios e já levou ao desemprego de mais de 250 mil pessoas. Além disso, informou o senador, os produtores estão endividados.
Deverão ser convidados para a primeira audiência o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, o diretor da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), Jay Wallace da Silva e Mota, e o superintendente do órgão na Bahia e Espírito Santo, Antônio Zózimo de Matos Costa, além de representante dos produtores de cacau da Bahia. De acordo com César Borges, nos próximos dias ele pretende consultar as entidades do setor para que indiquem o nome que vai participar da audiência pública trazendo a visão dos produtores.

Final - 01.09.2009

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

CACAU MOSTRA SINAIS DE SUSTENTAÇÃO


De São Paulo
Entre as chamadas "soft commodities", negociadas na bolsa de Nova York e com produção brasileira relevante, o cacau é o que mostra comportamento de preços mais comedido neste ano. Sinais variados de sustentação da demanda, contudo, fazem com que a amêndoa seja a que menos se desvalorizou desde os picos de preços atingidos pelas commodities em meados de 2008. Das "soft", só o açúcar subiu desde então.
Na sexta-feira, os contratos de cacau com vencimento em dezembro fecharam em baixa de US$ 22 na bolsa de Nova York, a US$ 2.799. Com isso, a alta acumulada em 2009 dos contratos de segunda posição de entrega, normalmente os de maior liquidez, é de 5,34%, segundo cálculos do Valor Data. Café, suco e algodão têm altas no ano de 7%, 18,31% e 39,18%, respectivamente. O açúcar, campeão de desempenho, valorizou-se 96,75% em 2009.
Nos últimos 12 meses, em contrapartida, o preço da amêndoa acumula perda de apenas 5,63%, segundo o Valor Data. A queda é bem mais modesta que as de café, suco e algodão, que, no mesmo período, se desvalorizaram 17,42%, 15,93% e 17,40%, respectivamente. O açúcar, com alta de 60,16% acumulada nesses 12 meses - movimento fortemente ligado à perspectiva de redução da oferta pela Índia, segundo maior produtor mundial, que enfrenta problemas de falta de chuvas -, é a única das "soft commodities" com desempenho melhor que o do cacau.
Como definiu à agência Dow Jones Newswires o gestor de portfólio James Cordier, da OptionSellers.com, o cacau tornou-se "o queridinho dos mercados de commodities em 2009". Para alguns analistas, a despeito das quedas recentes - foram quatro declínios nas cinco sessões da semana passada -, os fundamentos de oferta e demanda ainda fazem o preço apontar para o alto.
Na semana passada, em seu relatório trimestral, a Organização Internacional do Cacau (ICCO, na sigla em inglês) reviu para baixo sua previsão de produção mundial, que deve atingir 3,45 milhões de toneladas na safra 2008/09, que termina em setembro. O volume é 7% menor que o do ciclo anterior.
Outro fator "altista" apontado pela entidade foi a projeção de déficit entre produção e processamento. O déficit agora previsto é de 73 mil toneladas, número menor que o projetado no relatório anterior, de maio, mas ainda superior ao déficit de 62 mil toneladas da safra 2007/08. (Patrick Cruz).
Fonte: Valor Econômico-SP, 31/08/2009

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

CEPLAC DESCARTA OCORRÊNCIA DE MONILÍASE EM FAZENDA CAPIXABA


A falsa denúncia de existência de um foco de monilíase do cacaueiro em uma fazenda, às margens da rodovia BR-101, no sentido sul, em Linhares, no Espírito Santo, serve de alerta aos produtores de cacau para que evitem a introdução e utilização de material botânico de países latino americanos em suas propriedades pelos riscos de o fungo ser introduzido no Brasil. O fato foi investigado por missão técnica do Centro de Pesquisas do Cacau, das superintendências da CEPLAC na Bahia e no Pará, entre quinta-feira e sábado, 22, com acompanhamento da Superintendência Federal de Agricultura do Espírito Santo (SFA/ES) e Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).
A missão integrada pelos fitopatologistas José Luiz Bezerra e Marival Lopes de Oliveira (CEPLAC/Sueba) e Cleber Novais Bastos (CEPLAC/Suepa) fez prospecção, observou a sintomatologia e preparou lâminas e, a partir de análises microscópicas realizadas na Estação Experimental da CEPLAC, em Linhares, descartou a possibilidade de que o fungo encontrado fosse Moniliophthora roreri, causador da monilíase do cacaueiro. Na verdade, os esporos observados nas preparações examinadas eram de fungos classificados como do gênero Colletotrichum, Lasiodiplodia e Fusarium que, apesar de causarem doenças no cacaueiro de ocorrência já registradas no País, provocam sintomas diferentes do fungo da monilíase. Também foi identificado o fungo Gliocladium (Clonostachys), um conhecido agente usado no controle biológico de doenças de plantas.
Ao tomar conhecimento do fato ocorrido no Espírito Santo, na semana passada, o Diretor da CEPLAC, Jay Wallace da Silva e Mota, determinou que fosse adotado o Plano de Contingência para Monilíase do Cacaueiro, uma proposta definida no âmbito do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento pela CEPLAC e Secretaria de Defesa Agropecuária, através do Departamento de Defesa Agropecuária (DAS/DSV), para proteger a cacauicultura nacional dos danos econômicos, sociais e ambientais associados à introdução da praga em território brasileiro, principalmente de cacaueiros silvestres e cultivados em países que fazem fronteira com o Brasil como Colômbia, Peru e Venezuela. No mês junho passado, em Belém, o Ministério da Agricultura realizou a terceira reunião sobre o Plano de Contingência que teve a participação das Superintendências Federais de Agricultura do Norte do Brasil, com o apoio técnico da Diretoria Científica da CEPLAC, que inclui entre outras ações o treinamento de pessoal de prospecção e pesquisa.
A rápida intervenção da CEPLAC tranqüilizou os produtores capixabas que reconheceram na missão técnica o necessário apoio num momento de grande apreensão. Para o gerente da CEPLAC no Espírito Santo, Paulo Roberto Siqueira, a rapidez e eficiência da equipe da Gerência Regional no apoio dado à missão técnica reforçam o compromisso da instituição em atender às demandas dos produtores de cacau do Brasil. “Além disso, demonstra à sociedade que a CEPLAC está se estruturando cada vez mais para responder às inquietações e dúvidas da lavoura cacaueira, principalmente pela ameaça que representa o fungo da monilíase”, concluiu.

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA CEPLAC
quarta-feira, 26/8/2009

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

FAZENDA DE CACAU DÁ LUCRO COM GESTÃO E PLANEJAMENTO AGRÍCOLA


“Vamos montar um grande seminário na região de Ubatã para repassar as novas tecnologias da Ceplac orientada aos produtores, inclusive focando a gestão e a questão de áreas monoclonais”, anunciou o chefe do Serviço de Assistência Técnica do Centro de Extensão da CEPLAC (CENEX), Milton Conceição, ao final da mesa-redonda “Experiências de Agricultores e Técnicos”, na quarta-feira, 19. O evento reuniu pesquisadores e extensionistas da CEPLAC e EBDA e produtores de cacau das regiões Médio do Rio das Contas e Gandú, na Fazenda Santa Maria do Jenipapo, rodovia BR-330, trecho Ubatã – Ubaitaba, município de Ibirapitanga.
Desde as 8 horas da manhã um grupo de produtores rurais relatou suas experiências de sucesso no manejo integrado da vassoura-de-bruxa, a principal ferramenta recomendada pela CEPLAC para controle do fungo Moniliophtora perniciosa, causador da doença que fez decrescer a produção baiana de cacau. Além da gestão profissional de suas propriedades, o produtor Fernando Bastos Menezes falou sobre a concessão de prêmios de produtividade e desempenho aos administradores e colaboradores, como estímulo pela elevação da lucratividade dos imóveis. “A premiação é feita meio a meio com base na renda bruta e racionalidade na utilização de diárias”, explicou.
O sucesso do modelo de gestão calcado no planejamento feito sempre no mês de abril, quando se inicia o ano agrícola, fez com que a lucratividade das fazendas São Jorge e Dom Eduardo se elevasse em 16,7%. “Há resposta positiva para tudo o que se aplica na fazenda. No caso dos meus colaboradores, fiz entendê-los que na medida em que aumentem a produção e produtividade quem sai ganhando são eles próprios que são premiados, além do salário pago sempre em dia” observou Fernando Menezes, destacando que faz análise foliar e de solos, anualmente, e adubação duas vezes ao ano.
Outro exemplo de boa gestão rural foi apresentada pelo produtor Pedro Roberto Magalhães eleito pela CEPLAC, em junho, “Cacauicultor do Ano”. Além da subdivisão das áreas totais de cacau das fazendas Lajedo do Ouro e São Roque em quadras de 2,5 hectares, o que facilita o planejamento, ele tem atuado no aumento da produtividade e melhoria do beneficiamento do cacau com áreas de variedade monoclonal, o que lhe permite um produto diferenciado de maior valor, e comum. “As práticas de beneficiamento são fundamentais, como quebra, transporte, fermentação no mesmo dia e controle de temperatura ambiente nas fases acética e lática, o que se reflete na qualidade e gosto final do chocolate”, explicou.
Na abertura da mesa-redonda, o agricultor Edvaldo Bruni relatou as dificuldades para aplicação do pacote tecnológico da CEPLAC, principalmente pelo endivididamento da Fazenda Santa Maria do Jenipapo de 300 hectares, dos quais 200 hectares são de cacauais. Além de investir na fruticultura com graviola, acerola e açaí, Bruni está confiante na resolução de problemas junto aos agentes financeiros por acreditar ser possível o soerguimento da lavoura. Ele reivindica melhor tratamento do governo e novos recursos para manejo da propriedade, incluindo correção de solo e de sombreamento, adubação e capacitação da mão-de-obra.
Também fizeram intervenções a pesquisadora Stela Dalva Midlej Silva, chefa-adjunta do Centro de Pesquisas do Cacau (CEPEC), e os extensionistas Ivan Costa, Antônio Magno e José Mendes. Além do seminário, previsto inicialmente para outubro, os participantes da mesa-redonda aprovaram visita, no início de setembro, às fazendas objeto das experiências. O evento contou com apoio do Núcleo Regional da CEPLAC de Ipiaú e dos Escritórios Locais de Ubatã, Ibirapitanga, Gandú e Ipiaú e parcerias dos sindicatos rurais, Secretaria de Meio Ambiente de Ibirapitanga, Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA) e escritórios de Ipiaú e Ubaitaba da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA).

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA CEPLACquinta-feira, 20/8/2009

GOVERNO VETA EMENDA DE APOIO À CACAUICULTURA


Proposta de Fábio Souto fica de fora da Lei Orçamentária de 2010
A iniciativa do deputado Fábio Souto (DEM/BA) de tentar realavancar a produção de cacau no sul da Bahia esbarrou mais uma vez no impedimento do Governo Federal. Uma emenda do parlamentar que visava a determinar a destinação dos recursos da Lei Orçamentária de 2010 (LOA) para o Plano de Desenvolvimento e Diversificação Agrícola na Região Cacaueira do Estado da Bahia, o PAC do Cacau, foi vetada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. O veto foi publicado na semana passada no Diário Oficial da União.
O PAC do Cacau, que já completou um ano, prevê a destinação de R$ 2 bi para socorrer a lavoura cacaueira, entre renegociação de dívidas, custeio e investimentos. Porém, a falta de uma determinação que especifique o destino dos recursos da LOA coloca a cultura junto com as demais atividades agrícolas desenvolvidas no País. Resultado: o cacau perde espaço e o programa não sai do papel. O objetivo de Souto com a emenda era exatamente garantir a exclusividade do uso da verba na cacauicultura.
“Os recursos orçamentários estão sendo utilizados no benefício de outras culturas e o PAC do Cacau continua empacado. As políticas públicas ignoram a importância do cacau para o Brasil, e principalmente para a Bahia, que já chegou a representar o segundo maior produtor mundial da cultura e hoje está rebaixado à sexta posição. A falta de recursos não só vai inviabilizar a produção no Estado, como vai prejudicar milhares de famílias que necessitam da atividade para sobreviver. Além disso, o Brasil corre o risco de perder uma excelente e muito qualificada produção e uma ótima fonte de recursos e impostos”, enfatizou Souto.
Apesar do veto, Fábio Souto ressalta que não vai desanimar na luta pela reestruturação do setor cacaueiro. Na próxima semana, a convite do parlamentar, o setor estará representado e poderá expor as dificuldades enfrentadas pelos produtores na audiência pública da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, da qual Souto é presidente, para discutir o endividamento agrícola.

Assessoria de Imprensa
Rafael Walendorff
061 3215.5827
www.twitter.com/DeputadoSouto

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"Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, e depois perdem o dinheiro para a recuperar. Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro.
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