segunda-feira, 20 de junho de 2011

ENTIDADES GARANTEM QUE 2010 FOI O ANO DO RESSURGIMENTO DA LAVOURA CACAUEIRA.



Entidades representativas da lavoura cacaueira reuniram a imprensa nesta terça-feira (14), em Itabuna, para mostrar os avanços alcançados em 2010 e os planos para 2011. O presidente da Associação dos Produtores de Cacau (APC) e diretor-geral da Biofábrica, Henrique Almeida; o chefe do Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec/Ceplac), Adonias Castro; o presidente da Câmara Setorial do Cacau, Fausto Pinheiro; o secretário-executivo do Instituto Cabruca, Durval Libânio e o do Grupo Pensar Cacau, Águido Muniz foram unânimes ao classificar 2010 como o ano do ressurgimento da lavoura cacaueira no sul da Bahia.

Durval Libânio do Instituto Cabruca, referenciou como bom exemplo a participação premiada dos produtores baianos no Salão do Chocolate de Paris, onde o cacau produzido em Ilhéus foi eleito o melhor da América do Sul. “Outro salto importante foi o início do processo de produção de madeira legal, registrado em Camacan, onde uma empresa licenciou 600 metros deste produto, abrindo uma perspectiva enorme para resolver um dos grandes entraves desta região, que é a extração clandestina de madeira”.

Para Libânio, o sul da Bahia está dando um passo considerável em direção a outras perspectivas ambientais, sociais e econômicas. “Por isso, lutamos também pela indicação geográfica do Sul da Bahia, criação dos cursos de Engenharia Florestal e Engenharia de Alimentos na Uesc, ampliação das ações da Ceplac e pela implementação de um programa de silvicultura que impulsione a economia local a partir do cacau, chocolate e turismo, alcançando não só as zonas rurais como também as zonas urbanas”, completa.
“Foi o fim de uma década difícil para a região”, sentenciou o chefe do Cepec, listando alguns avanços conquistados pela Ceplac na atual gestão. “Diminuiu a incidência de vassoura-de-bruxa no campo e a produção, em alguns casos, dobrou”, diz Adonias Castro, pontuando a intensa pauta da Ceplac de atividades dirigidas ao produtor. “Fizemos mais de 40 eventos de aproximação com o produtor em 2010, ampliamos o diálogo com as instituições parceiras, sobretudo as voltadas para o meio ambiente e intensificamos o esforço para o registro definitivo do Tricovab – o biofungicida elaborado pelos pesquisadores do Centro de Pesquisas do Cacau, desde 1999, com fungo antagônico ao da vassoura-de-bruxa – nos órgãos competentes”.


O presidente da APC e diretor-geral da Biofábrica também enxerga 2010 como um marco para a cacauicultura baiana. “As entidades ligadas ao setor se fortaleceram e estão atuando em parceria, garantindo saltos importantes, como a liberação de R$ 6 milhões pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e Ceplac para a Renorbio, destinados às pesquisas relativas à vassoura-de-bruxa e produção de clones resistentes e tolerantes ao fungo Moniliophthora perniciosa, causador da doença. Outro impulso fundamental foi a inclusão do cacau no FNE Verde (Programa de Financiamento à Conservação e Controle do Meio Ambiente), luta capitaneada pelo Instituto Cabruca e defendida por todos nós”, ressalva Henrique Almeida.


O ano de 2010 foi igualmente promissor para o Instituto Biofábrica de Cacau. Segundo Henrique Almeida, a entidade reorganizou suas finanças, quitou dívidas trabalhistas e, principalmente, retomou a produção que estava praticamente estagnada. “A produção de mudas saltou de 146 mil mudas para 1,5 milhão de mudas, graças ao esforço coletivo para redução dos custos e incremento da unidade de fabricação, onde estamos reformando os viveiros, com recursos alocados no Orçamento da União”.


Novo ciclo de desenvolvimento regional:
Os avanços da lavoura cacaueira foram vistos nos setores tecnológico, político e econômico.


Para Águido Muniz, do Grupo Pensar Cacau, tudo isso foi possível graças à parceira entre as diversas instituições. “A Ceplac alcançou um salto qualitativo no campo e a APC abriu novas perspectivas para os produtores”.


O presidente da Câmara Setorial do Cacau, Fausto Pinheiro, pontua a fortalecimento institucional da região que visa, entre outras metas, o financiamento das unidades produtivas de chocolate. “Não seremos mais apenas meros produtores de amêndoas de cacau; queremos entrar no mercado de chocolate”, segundo ele.



Fonte: Instituto Cabruca

terça-feira, 10 de maio de 2011

Agroecologia pode dobrar produção de alimentos em 10 anos

Por: Maurício Thuswohl, especial para a Rede Brasil Atual

Ao mesmo tempo em que a alta mundial no preço dos alimentos atinge seu maior patamar em duas décadas e dá força redobrada ao fantasma da fome que persegue as populações pobres dos países economicamente mais vulneráveis, um informe da Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que a Agroecologia pode duplicar a produção alimentar nos próximos dez anos. Divulgado na terça-feira (8) pelo Alto-Comissariado de Direitos Humanos, o documento que, segundo a ONU, foi embasado por “uma exaustiva revisão da literatura científica mais recente”, defende a Agroecologia como “meio para incrementar a produção alimentar e melhorar a situação dos mais pobres”.

Os estudos que embasaram o informe foram coordenados pelo belga Olivier de Schutter que, desde 2008, é relator especial da ONU sobre direito à alimentação: “Para poder alimentar a nove bilhões de pessoas em 2050, necessitamos urgentemente adotar as técnicas agrícolas mais eficientes conhecidas até hoje. Neste sentido, os estudos científicos mais recentes demonstram que ali onde reina a fome, especialmente nas zonas mais desfavorecidas, os métodos agroecológicos são muito mais eficazes para estimular a produção alimentar do que os fertilizantes químicos.”

De acordo com os casos relatados no documento da ONU, projetos agroecológicos desenvolvidos nos últimos anosem 57 países em desenvolvimento registraram um rendimento médio de 80% em suas lavouras. Isso significa, por exemplo, um aumento de 116% na média de todos os projetos desenvolvidos na África. “Os projetos mais recentes levados a cabo em 20 países africanos demonstraram que é possível duplicar o rendimento das lavouras em um período de três a dez anos”, afirma Schutter.

A ONU afirma que o modelo agrícola dominante, baseado nas monoculturas e na utilização massiva de agrotóxicos, fertilizantes e outros insumos, “já demonstrou não ser a melhor opção no contexto atual”, além de acelerar o processo de aquecimento global. “Amplos setores da comunidade científica já reconhecem os efeitos positivos da agroecologiasobre a produção alimentar no que se refere à redução da pobreza e à mitigação dos efeitos das mudanças climáticas”, afirma o documento.

MENOS AGROTÓXICOS

O relatório divulgado pelo Alto-Comissariado de Direitos Humanos da ONU também dá destaque aos países que diminuíram consideravelmente a utilização de agrotóxicos nos últimos anos. São citados no documento países como Indonésia, Vietnã e Bangladesh, que reduziram em até 92% o uso de agrotóxicos na produção de arroz, que é oalimento básico das populações camponesas desses países.

Outro exemplo citado no relatório é o do Malauí, país que era grande consumidor de produtos agroquímicos e agorafaz sucesso com a transição para um modelo agroecológico. Segundo a ONU, essa transição já tirou da extremapobreza 1,3 milhões de pessoas, além de aumentar o rendimento das lavouras de milho do país de uma para três toneladas por hectare. “O conhecimento substituiu os pesticidas e fertilizantes”, comemora Olivier de Schutter.

O relator especial da ONU sobre o direito à alimentação afirma que o Estado tem um “papel fundamental” a cumprir no fortalecimento da agroecologia. “As empresas privadas não investirão tempo e dinheiro em práticas que nãopodem proteger com patentes e que não pressuponham uma abertura dos mercados para novos produtos químicos ou sementes melhoradas”. Schutter também exortou os Estados a darem maior apoio às organizações camponesas que, segundo ele, “demonstraram uma grande habilidade na hora de difundir as melhores práticas agroecológicas entre seus membros”.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Baixo Sul da Bahia - História



No dia 13 de março de 1531, a esquadrilha comandada por Martim Afonso de Souza atracou na Bahia de Todos os Santos, com cinco navios e 400 homens. Prosseguiram para o sul, pois tinham a missão de explorar o litoral e proteger a costa das freqüentes incursões de franceses e espanhóis, fundando povoações que reforçassem a presença lusitana no novo continente.

A Capitania de Ilhéus, à que pertencia na época a região do Baixo Sul, foi doada a Jorge de Figueiredo Correa, mas este não veio povoá-la pessoalmente, senão que enviou no seu lugar o fidalgo espanhol Francisco Romeiro. Este se estabeleceu, em 1537, no Morro de São Paulo, sendo esta a primeira povoação da capitania, seguida, em 1545, pela vila de São Jorge do Rio dos Ilhéus.

Muitas das cidades hoje existentes no litoral sul foram originalmente aldeias fundadas por padres missionários, especialmente jesuítas. No início, os padres visitavam as povoações indígenas e promoviam conversões ao catolicismo, mas logo perceberam que os índios batizados continuavam mantendo seus hábitos e crenças. Veio a política dos aldeamentos de Manoel da Nóbrega e a Bahia transformou-se numa espécie de “campo experimental” dessa prática, que começou em 1549. Entre os primitivos aldeamentos destaca-se Camamu, criado em 1560. O nome deriva de uma espécie de ave aquática chamada “peito negro”. Também Taperoá nasceu de um aldeamento

jesuítico fundado nesse mesmo ano. Camamu tornou-se município em 1891, sendo à época o maior exportador de farinha de mandioca do país e o segundo município mais importante da Bahia.

Em 1565 foram criadas as vilas de Cairu e Santo Antônio de Boipeba, Os colonos se refugiavam nas ilhas porque os aimorés não navegavam. Nessa época, também começou o povoamento da cidade de Valença pelo português Sebastião da Ponte, senhor de engenho do Recôncavo, que já entrou nela fazendo grandes investimentos. Construiu uma igreja, montou um engenho de açúcar e uma fazenda de gado. Além disso, conseguiu fixar uma aldeia aimoré e atraia colonos brancos para suas terras. No entanto, por ter marcado a ferro um colono português branco, acabou preso e terminou seus dias numa cadeia em Portugal. A vila sofreria depois disso um longo retrocesso.

No final do século XVII, havia engenhos em Cairu, Biopeba e Camamu. Os aldeamentos indígenas vizinhos tinham um papel bem definido de produtores de alimentos para os engenhos, além de fornecedores de utensílios e madeiras, mas o principal produto era sem dúvida a farinha de mandioca. Com a explosão da economia canavieira no Recôncavo, a região do Baixo Sul se transforma em fornecedora de farinha de mandioca e outros mantimentos para as regiões açucareiras.

Os interesses dos senhores do Recôncavo levaram a que os engenhos fossem proibidos no litoral do Baixo Sul pelo governador Afonso Furtado, desde meados da década de 1670, com a exceção de um engenho em Cairu, que foi

mantido graças à sua antiguidade. Os senhores de engenho não queriam perder tempo nem recursos na produção alimentar, preferindo comprar os alimentos. O litoral sul teria que ser sinônimo de farinha.

Em 1844 se instala em Valença a fábrica de tecidos “Todos os Santos”. Era o capital comercial se deslocando para o ramo da produção. Os tecidos fabricados eram rudes, para ensacar produtos ou servir para confeccionar as roupas que vestiam os escravos e camadas mais pobres da população. Na época do império, a fábrica de tecidos foi considerada como modelo de organização, do Brasil e da América Latina (CAR, 1995). A fábrica contava com a força hidráulica do rio Una. Tinha uma fundição de ferro e bronze ao lado para a fabricação e reparo das peças. Em 1860, quando a fábrica foi visitada por Dom Pedro II, a mesma contava com 200 a 300 empregados, principalmente mulheres. Um detalhe importante é que a fábrica tinha trabalhadores contratados, mesmo em plena época da escravidão. Mas a empresa enfrentou dificuldades para se consolidar. Na década de 1860, outra fábrica instalou-se em Valença, a “Nossa Senhora do Amparo” e depois ambas se uniram na Companhia Valença Industrial, que posteriormente faliu.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Ministério da Agricultura cria selo único para produtos orgânicos


O Ministério da Agricultura instituiu o selo único oficial para os produtos orgânicos. O selo só pode ser usado nos orgânicos produzidos em unidades credenciadas pelo ministério. A instrução normativa foi publicada no Diário Oficial da União na sexta-feira (6/11).

A exceção da obrigatoriedade de certificação dos orgânicos vale para os produtos da agricultura familiar, que podem ser vendidos diretamente aos consumidores, desde que os agricultores estejam vinculados a uma organização de controle social (OCS).

O selo de certificação serve para dar ao consumidor a certeza de estar levando para casa um produto sem contaminação química. Os orgânicos são cultivados sem o uso de agrotóxicos, adubos químicos e outras substâncias tóxicas e sintéticas, o que os torna mais saudáveis.

A agricultura orgânica busca criar ecossistemas mais equilibrados, preservando a biodiversidade, os ciclos e as atividades biológicas do solo. O agricultor orgânico se preocupa com a preservação do meio ambiente e não cultiva produtos transgênicos porque não quer arriscar a diversidade de variedades existentes na natureza.

De acordo com o Ministério da Agricultura, o selo só é conferido após rigorosos exames de controle de qualidade de solo, da água e reciclagem de matéria orgânica.

Fonte: Agência Brasil <http://www.agenciab rasil.gov. br/noticias/ 2009/11/06/ materia.2009- 11-06.7183725852 /view> .

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

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"Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, e depois perdem o dinheiro para a recuperar. Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro.
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