quinta-feira, 8 de outubro de 2009

REGIÃO NORTE GANHA PRIMEIRA COOPERATIVA DE AGRICULTURA FAMILIAR


Na quarta-feira (30), a Cooperativa de Crédito Rural de Economia Solidária de Benjamin Constant, no Amazonas, abre as portas com 35 cooperados
Regina Xeyla

Brasília - O Estado do Amazonas inaugura, nesta quarta-feira (30), a primeira cooperativa de crédito rural com interação solidária. Trata-se da Cooperativa de Crédito Rural de Economia Solidária de Benjamin Constant (Solicred Benjamin Constant/Alto Solimões), que abrirá suas portas com 35 cooperados e capital de R$ 6 mil.
A expectativa é que no primeiro mês cerca de 50 agricultores se tornem associados. A diretoria também projeta que, no primeiro ano da cooperativa, sejam contratados R$ 120 mil do Pronaf. Antes da inauguração, nesta terça-feira (29), será realizado o "Seminário de Cooperativismo", no município de Tabatinga. Participarão dos debates representantes do Sebrae Nacional, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Banco do Brasil, entre outros parceiros.
Gracildo Costa, que hoje lida com fruticultura e criação de peixe, deseja, em breve, intensificar seus trabalhos no cultivo do dendê. O produtor mora no município de Benjamin Constant, localizado na Região do Alto Solimões. Ele conta que as agências bancárias existentes no município não atendem de forma adequada e permanente aos pequenos e miniprodutores rurais. Muitos precisam recorrer freqüentemente ao mercado financeiro informal. Já quem acessa os serviços bancários, paga tarifas altas de manutenção de contas e se submete às políticas de juros elevados.
O produtor afirma que os produtores de Benjamin Constant estão animados com a criação da cooperativa. Com o plantio de frutas e os tanques de peixe, Gracildo gera dez empregos diretos. Como um bom empreendedor, ele já está de olho no mercado do biodisel e pretende, com o financiamento que planeja adquirir na cooperativa, investir no plantio de dendê. "Queremos fortalecer o cooperativismo na comunidade. Para isso pretendemos, por exemplo, produzir material didático para ser distribuído e apresentado nas escolas", explica.

Cooperativismo

A partir de junho de 2007, o Sebrae local deu continuidade a um projeto, iniciado em 1996 pelo Ministério da Integração, de sensibilização das comunidades sobre a importância da implantação de cooperativas de crédito na região. A recente consolidação do projeto resultou na criação da Solicred Benjamin Constant/Alto Solimões.
Para subsidiar os trabalhos, Sâmia Nunes Cardoso, na época gestora do projeto pelo Sebrae no Amazonas, visitou a sede do Sistema de Cooperativas de Crédito Rural com Interação Solidária (Cresol). "A idéia foi conhecer de perto a metodologia do sistema para adaptá-lo a nossa realidade", afirma Sâmia. A cooperativa vai atender aos produtores rurais dos municípios de Benjamin Constant e Atalaia do Norte, inclusive o produtor Gracildo.
O trabalho de formulação do projeto de implantação da cooperativa foi realizado com o apoio da Central Cresol Base, de Francisco Beltrão, no Paraná. "Essas cooperativas nascem de uma necessidade da base, que são os miniprodutores. Embora a economia da região seja forte, os pequenos produtores têm dificuldade de ter acesso aos serviços financeiroso. O setor bancário e financeiro é muito seletivo", explica o presidente do Sistema Cresol Central Baser, Vanderley Ziger.

Benjamim Constant

Os passos dados até a formulação da cooperativa visaram sensibilizar e motivar os interessados, como também estabelecer as obrigações e alertar sobre as responsabilidades políticas e jurídicas que envolvem a constituição de uma instituição financeira.
O município de Benjamim Constant é formado por produtores rurais. São pessoas que vivem distantes da capital. Por isso, comercializam seus produtos com baixo preço para países vizinhos, como Peru e Colômbia. Sâmia acredita que com a criação da cooperativa e com a união de todos a região terá uma alavancagem na sua produção e na qualidade de vida da população. "Essa comunidade poderá crescer e abastecer com seus produtos os municípios vizinhos e mercados externos com preços justos", explica Sâmia.
Um técnico da Cresol está, desde 2008, instalado na Região do Alto Solimões. Ele ficará lá até o próximo mês de outubro. Sua missão é dar apoio técnico e operacional na implantação da cooperativa. O projeto também promove cursos de capacitação para os associados, que são ministrados pelo Instituto de Formação de Cooperativismo Solidário (Infocos), integrante do Sistema Cresol. O público-alvo da cooperativa são pessoas que desenvolvam, de forma efetiva e predominante, atividades agrícolas, pecuárias ou extrativas dentro da área de atuação dos dois municípios.
Na cooperativa, os associados terão acesso, entre outros serviços, a crédito rural oficial para investimento e custeio (especialmente do Pronaf), seguros, crédito para custeio pecuário e agrícola e para investimento rural com recursos próprios, empréstimo pessoal (CAC), pagamento de títulos, fornecimento de cartão de debito, de talão de cheques e correspondente bancário. Os serviços terão custos reduzidos, as tarifas serão mais baixas que as praticados pelo mercado financeiro e os juros cobrados nos empréstimos mais acessíveis.
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FOME É TEMA DE ENCONTRO


Ministério põe na mesa dados sobre segurança alimentar e de projetos agrícolas
Saulo Araújo

O Distrito Federal merece atenção especial quando o assunto é comida. De janeiro a agosto deste ano, quase duas mil pessoas receberam cestas básicas por pertencerem a famílias consideradas em situação de insegurança alimentar e nutricional. Gente que tem na mesa muito pouco ou quase nada. A ação faz parte do Programa de Segurança Alimentar, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Os pequenos agricultores também foram socorridos pelo programa. Nos oito primeiros meses de 2009, 2,7 mil deles receberam assistência para aprender a gerir melhor seus negócios.
Esses e outros temas estarão em pauta hoje, a partir das 9h, na Academia de Tênis de Brasília, quando ocorre o Encontro Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional: 3ª Conferência +2. A organização do evento espera reunir cerca de 350 participantes a cada dia, entre conselheiros regionais e gestores de segurança alimentar, dirigentes ligados ao assunto e outros membros.
O encontro acaba dia 1º de outubro. Eles também pretendem fazer um balanço das proposições da 3ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, realizada em julho de 2007, em Fortaleza.
A Ação de Distribuição de Alimentos é uma ação emergencial para assistir grupos específicos, como os acampados que pleiteiam o Programa de Reforma Agrária, afetados por construções de barragens e famílias vítimas de calamidades públicas, além dos povos e comunidades tradicionais, tais como indígenas, quilombolas e outros.
A indicação dos beneficiários, comunidades e quantitativos de cestas é definida pelos órgãos parceiros da ação, que representam os segmentos atendidos, como a Funai, Funasa, Fundação Cultural Palmares, Secretaria Nacional de Defesa Civil e outros órgãos.
DADOS DO DF
O secretário nacional de segurança alimentar, Crispim Moreira, explica que a situação do DF é uma das menos problemáticas, se comparado a outras unidades da federação. O último levantamento mostra que são 159.875 mil domicílios com insegurança alimentar. Dentro deste universo, 78,916 mil casas estão no grupo de insegurança alimentar leve, 54 mil moderada e 26.508 mil grave.
A escala é feita a partir de um questionário com 15 perguntas. "Perguntamos, por exemplo, para uma mãe, se ela estaria segura que o filho faria três refeições no dia seguinte. Ao responder que nunca, classificamos como grave; se ela disser que em apenas duas semanas ele terá três refeições, entra no moderado e assim por diante. O DF ainda tem que se preocupar, sim, mas em outros Estados do Norte e Nordeste, a situação é bem pior", ressalta o secretário.
As políticas voltadas para a agricultura urbana também serão discutidas no encontro. Inclui-se aí: as hortas, lavouras, viveiros, pomares, canteiros de ervas medicinais, criação de pequenos animais, unidades de processamento e beneficiamento agroalimentar realizados pela comunidade, além de feiras e mercados públicos. As ações visam a produção familiar de alimentos de forma comunitária, com uso de tecnologias em espaços urbanos. Participam do programa famílias beneficiárias dos programas sociais do MDS e moradoras dos perímetros urbanos.
O agricultor Argemiro Ribeiro Dias, 71 anos, diz que a inclusão no programa o ajudou muito. "Trocamos informações com outros agricultores e recebemos dicas de quem estuda o assunto. Todo conhecimento soma muito no nosso trabalho do dia a dia", afirma o agricultor, que planta e vende hortaliças em geral.
Ações para reduzir pobreza
O secretário de Nacional de Segurança alimentar espera que o diálogo com os especialistas do setor possa trazer novas ideias no que diz respeito ao combate à fome e pobreza no Brasil. No terceiro encontro, realizado em Fortaleza, seis diretrizes foram aprovadas. Uma delas recomenda o acesso universal à alimentação adequada e saudável.
"Nosso objetivo é realizar um balanço da implementação das re-soluções da 3ª Conferência; avançar e aprofundar o debate sobre a construção da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, além de fortalecer e ampliar a mobilização e articulação dos sujeitos e movimentos sociais que atuam nessa área", afirma Crispim Moreira.
INVESTIMENTOS
Todos os programas de segurança alimentar existentes no Distrito Federal somaram, até agosto, R$ 3,7 milhões em investimentos. Além da distribuição de cestas básicas e do estímulo à agricultura urbana, o Projeto Cozinha Brasil, que surgiu do resultado da parceria entre o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome e o Sesi, destinado a oferecer cursos gratuitos a alunos por meio de unidades itinerantes, é outro que apresenta resultados positivos. Somente no Distrito Federal, o projeto já capacitou quase 5,5 mil estudantes de escolas da rede pública de ensino.
SAIBA +
O Distrito Federal recebe do MDS, por ano, R$ 293,1 milhões para execução de programas sociais. As ações nas áreas de transferência de renda, assistência social e segurança alimentar beneficiam 365 mil pessoas. O Bolsa Família, maior programa de transferência de renda do País, transfere por mês R$ 6,1 milhões para 79 mil famílias do DF.
Para os programas de assistência social até julho de 2009, o Ministério destinou R$ 123,5 milhões para realizar 85,9 mil atendimentos no Distrito Federal.
Os repasses em segurança alimentar alcançam R$ 3,7 milhões, atendendo 18,5 mil pessoas.
FOnte:Jornal de Brasilia- DF

INSENSATEZ DOS ÍNDICES OFICIAIS DE PRODUTIVIDADE


Cesário Ramalho da Silva
Folha de São Paulo

O produtor rural é o responsável por abastecer com alimento barato a mesa dos cidadãos brasileiros e levar nossos produtos (alimentos, fibras, energia) a mais de 150 países, esforço que já garantiu à nação aproximadamente US$ 200 bilhões em reservas cambiais.Além de sustentar as exportações, o produtor é o protagonista do agronegócio (que é um só, seja ele familiar ou empresarial), setor que impulsiona o PIB e multiplica empregos. Se a agricultura vai bem, a indústria produz e o comércio limpa a prateleira. Caso contrário...Para cumprir essa missão, o produtor sente a cada dia o aumento dos custos e o achatamento de margens. Para manter-se competitivo e produzir com sustentabilidade, ele tem que incessantemente investir em tecnologia, gestão, certificação relacionada à segurança, qualidade e respeito socioambiental de produtos e processos a fim de atender às exigências dos mercados doméstico e internacional. Tudo isso custa -e muito.Entretanto, ao propor reajustar os índices de produtividade da agropecuária, o governo parece ignorar essa realidade e pega de surpresa um dos setores mais eficientes da economia.Já pressionado pela ausência de uma política agrícola consistente, que carece urgentemente de um maciço seguro rural, e por arrastados investimentos em infraestrutura logística, o setor rural é, agora, mais uma vez golpeado diante da ameaça de revisão dos índices, medida que não dá chance de defesa ao produtor.Com esse gesto, o governo deu um claro exemplo de que, em alguns assuntos, ainda vive do passado.Primeiro, porque fez o anúncio logo após manifestações do MST, o que não nos faz pensar outra coisa: o governo pautou seu trabalho por um grupo que nem sequer existe juridicamente, para não arcar com possíveis processos, e que se camufla de social, sendo, na verdade, de atividade política anarquista.Segundo, ao levar adiante a questão, o governo ainda encampa a ideia de que a agropecuária usa terra como reserva de valor. Em um mundo globalizado, em que o agronegócio brasileiro é um dos líderes, quem for perdulário não está tendo uma atitude egoísta, está sendo burro.Como inteligentemente disse o ex-ministro Roberto Rodrigues, o mercado desapropria quem é improdutivo. Não é preciso uma lei.O índice tinha razão de ser em décadas passadas, quando o Brasil tinha moeda fraca e vivia o pesadelo da inflação. Naquela época, tinha-se a terra como poupança, patrimônio, muitas vezes sem usá-la. A realidade mudou.A Constituição Federal define que a propriedade rural deve alcançar determinada eficiência na produção para evitar a desapropriação, ou seja, cumprir a chamada função social da terra (artigo 186). Porém, veda expressamente a desapropriação de propriedades produtivas para fins de reforma agrária (artigo 185).A existência de indicadores de produção para agropecuária é uma insensatez. Comércio, indústria e serviços não têm índices, baseados em lei, a cumprir. Nesses casos, o livre mercado trata de regular produção e produtividade, atrelando o desempenho à conjuntura de preços e custos.O produtor rural é influenciado pelo cenário econômico. Um frigorífico ou uma usina de açúcar e álcool que, eventualmente, são obrigados a reduzir a atividade se tornam uma porta fechada para o produtor. Mesmo assim, ele terá que continuar produzindo só para atender a um indicador de produtividade, correndo o risco de não ter para quem vender e, assim, amargar prejuízo? Situação complicadíssima que vem ocorrendo em razão do recuo de demanda e preços por causa da crise internacional.No Brasil, ainda se tem a concepção romântica de que um pedaço de terra resolve o problema. A terra é um pequeno componente da produção. Sozinha, não serve para nada.Eficiente, o agronegócio gera emprego e renda, produz comida segura e barata, impulsiona as exportações, garantindo bilhões de dólares em reservas cambiais, num processo contínuo de transferência de benefícios socioeconômicos à sociedade brasileira. É esse resultado que o governo quer dilapidar?Somos contra o conceito dos índices de produtividade. Obrigar uma empresa, no caso, uma fazenda, a produzir sem as adequadas condições econômicas leva à falência, com a destruição da estrutura produtiva e dos empregos.Será que uma reforma agrária distributivista é a única forma que o governo imagina para o acesso à terra? Para as cidades, temos programas de financiamento, como o Minha Casa, Minha Vida. Por que não tentar algo similar para o campo?
O debate sobre o tema deve ser feito sem viés ideológico. CESÁRIO RAMALHO DA SILVA, 65, é presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB).Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br
EMAIL: cna@knowtec.com

CEPLAC APRESENTA PALESTRA SOBRE O CONTROLE BIOLÓGICO DE PLANTAS


O atual estágio para registro e liberação do Tricovab (Trichoderma stromaticum) para controle do fungo Moniliphthora perniciosa, causador da doença vassoura-de-bruxa do cacaueiro, será conhecido pela comunidade cientifica na X Reunião Brasileira de Controle Biológico de Doenças de Plantas. O evento será realizado de 28 a 30 deste mês em Recife numa promoção da Universidade Federal Rural de Pernambuco – Pós-Graduação em Fitopatologia.

O pesquisador da Ceplac e do Laboratório de Biocontrole do Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec), doutorado em fitopatologia Givaldo Rocha Niella, será um dos palestrantes do evento que reunirá renomados especialistas. A Ceplac tem acervo de mais de 150 diferentes isolados de Trichoderma s.p da Região Cacaueira que podem ser utilizados no controle biológico das demais doenças do cacaueiro – podridão parda, mal do facão, etc. – tendo algumas pesquisas em andamento.
O representante da Ceplac vai participar da mesa redonda: “Caminhos e descaminhos do controle biológico de doenças de plantas no Brasil”, tendo como palestrante o professor-doutor Allan W. V. Pomella (Sementes Farroupilha, Patos de Minas, MG), sendo coordenador o professor-doutor Luiz A. Maffia (UFV, Viçosa, MG). Para Givaldo Niella, a participação da Ceplac no evento significa a oportunidade de saber o que há de mais novo no mundo da tecnologia de controle biológico de doenças e reconhecimento da comunidade cientifica da capacidade institucional do órgão, vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em ter desenvolvido um produto comercial acessível ao produtor, após registro nos organismos de fiscalização e controle sanitário.
Mais informações: http://www.infobibos.com/rcb/index.html
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA CEPLAC
terça-feira, 6/10/2009

SEMINÁRIO VAI APRESENTAR AO PRODUTOR IG DO CACAU


Dando continuidade ao projeto de Indicação Geográfica do Cacau será realizado, ainda este ano, um seminário para apresentação aos produtores rurais do Sul da Bahia. Esta foi a principal decisão da reunião da comissão criada pela Superintendência da Ceplac na Bahia e Superintendência Federal da Agricultura no estado (SFA), na quarta-feira, 30, no Centro de Treinamento da Ceplac, na rodovia Ilhéus-Itabuna. O objetivo num primeiro momento é sensibilizar os produtores da região sobre a importância do selo da IG para o cacau Bahia.

Para que o cacau seja reconhecido com o selo de Identificação Geográfica (IG) pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) é necessário que se crie uma associação representando os produtores, que serão proprietários intelectuais do produto e farão uso do selo de garantia da qualidade, notoriedade e história do cacau Bahia. No encontro também foi estabelecido o papel de cada instituição parceira e sua função, bem como as primeiras ações a serem realizadas para requerer o reconhecimento do cacau.
Pela proposta o seminário vai mostrar aos produtores as vantagens de se ter um produto de marca exclusiva que traz não só a confiança para o consumidor como agrega valor econômico e cultural ao produto. O outro passo é a criação de um termo de cooperação técnica onde a Ceplac, através do Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec) vai fazer um levantamento de dados secundários do processo, comprovando através de laudos emitidos pela Ceplac e de documentação técnica a qualidade do cacau Bahia e os municípios onde é produzido. “Esta é uma das principais exigências feitas pelo INPI na hora de reconhecer um produto com o selo da IG”, disse a pesquisadora do Cepec Neide Alice Pereira.
A reunião contou com a participação do presidente da Comissão e da Associação dos Produtores de Cacau (APC), Henrique Almeida; dos extensionistas Helomar Duarte Ramalho, Joseval Martins e Wilson Melo, do Centro de Extensão da Ceplac (Cenex); do professor da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Dário Arhnet; do diretor do Instituto Cabruca, Durval Libânio; e do coordenador da regional Sebrae Mata Atlântica, Renato Lisboa.
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA CEPLAC
quinta-feira, 1/10/2009

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"Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, e depois perdem o dinheiro para a recuperar. Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro.
Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se não tivessem vivido..." (Confúcio)

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